Com alta de 0,84%, alimentação e bebidas têm maior impacto no IPCA

Item carnes ficou 3,07% mais caro no mês passado e teve o maior impacto individual no índice de inflação

O grupo Alimentação e bebidas registrou desaceleração no ritmo de aumento de preços na passagem de dezembro para janeiro, mas ainda deu a maior contribuição de grupo para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mês, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IPCA de janeiro desacelerou e ficou em 0,55%, ante alta de 0,92% em dezembro.

Os alimentos saíram de uma alta de 0,89% em dezembro para aumento de 0,84% em janeiro. O impacto no IPCA passou de 0,22 ponto porcentual a 0,21 ponto porcentual. O IPCA de dezembro tinha registrado alta de 0,92%, passando a uma taxa de 0,55% em janeiro.

Problemas climáticos e a alta do dólar ajudam a explicar por que os preços dos alimentos ainda pressionam a inflação pelo IPCA, segundo Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE.

“Apesar de terem apresentado uma taxa um pouco menor, (os alimentos) se mantiveram num nível ainda bastante alto”, apontou Eulina. “Em todas as regiões o resultado foi relativamente alto. Ou seja, comer continua ficando mais caro. Os alimentos continuam aumentando”, acrescentou.

O item carnes ficou 3,07% mais caro em janeiro, exercendo o maior impacto individual no IPCA de janeiro, junto com o item cigarro, que subiu 7,79%. Cada um desses itens contribuiu para a inflação do mês com 0,08 ponto porcentual. Na região metropolitana do Rio de Janeiro, os preços das carnes chegaram a aumentar 5,88%. No caso do cigarro, o item refletiu parte dos reajustes de 12% a 14% em vigor a partir do dia 2 de dezembro em determinadas marcas e regiões.

Emulsão de açai teve variação de 18,80% em janeiro. Foto: Divulgação
Emulsão de açai teve variação de 18,80% em janeiro. Foto: Divulgação

 

Fonte: Estadão

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