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Com motim de 150 detentos do presídio Raimundo Nonato, mais uma rebelião é registrada na capital potiguar

Data: 13 março 2013 - Hora: 15:32 - Por: Portal JH
Ao todo, 150 detentos do Presídio Ramundo Nonato, localizado na zona Norte, se rebelaram ontem à noite e quebraram os cadeados das celas. Mesmo assim, visita íntima das mulheres dos detentos foi permitida. Foto: Wellington Rocha

Ao todo, 150 detentos do Presídio Ramundo Nonato, localizado na zona Norte, se rebelaram ontem à noite e quebraram os cadeados das celas. Mesmo assim, visita íntima das mulheres dos detentos foi permitida. Foto: Wellington Rocha

Os 150 detentos do pavilhão B do Presídio Provisório Raimundo Nonato, na zona Norte, se rebelaram ontem à noite e quebraram os cadeados das dez celas da unidade, em mais um motim registrado no sistema prisional do Rio Grande do Norte nesta semana. Alegando falta d’água, eles passaram a madrugada e a manhã de hoje soltos na quadra e nos corredores e só não ameaçaram fugir porque a direção não suspendeu a visita íntima, que acontece toda quarta-feira.

Apesar do risco iminente de fuga, já que os agentes penitenciários não conseguiram entrar no pavilhão depois do motim, o coordenador da Administração Penitenciária, major Castelo Branco, afirmou que a situação estava controlada e que não era, até então, preciso uma intervenção da Polícia Militar na unidade ou a suspensão da visita. “Agora está tudo tranquilo no local”, afirmou.

De acordo com a direção da unidade prisional, o problema da falta de água foi causado pelo racionamento que está sendo feito devido à superlotação do Raimundo Nonato, que tem capacidade para 160 detentos, mas hoje comporta uma população de 430 homens. O presídio possui uma caixa de cinco mil litros, que não é suficiente para atender a grande demanda, causando os transtornos.

Conforme o major Castelo Branco, os agentes penitenciários conseguiram conversar com os rebelados do pavilhão B já durante a madrugada e os convenceram a manter a calma, até que o problema fosse solucionado. No entanto, na manhã de hoje, os presos foram flagrados com um balde cheio de terra na quadra de esportes.

Diante disso, a direção deve realizar uma vistoria em todas as dez celas do pavilhão B, assim que os agentes penitenciários entrarem na unidade, para avaliar os estragos causados pelos presos no prédio. “Vamos aguardar o final da revista, para evitar que aconteça algum tipo de confusão que possa oferecer risco às visitantes”, afirmou um dos membros da direção.

O problema da falta de água foi causado pelo racionamento que está sendo feito devido à superlotação. Foto: Wellington Rocha

O problema da falta de água foi causado pelo racionamento que está sendo feito devido à superlotação. Foto: Wellington Rocha

O motim feito pelos detentos do pavilhão B do Raimundo Nonato foi o segundo ocorrido apenas ontem. Durante a madrugada e início da manhã, os presos do Núcleo de Custódia da Polícia Civil, no bairro da Cidade da Esperança, também se rebelaram após os policiais militares que estavam de plantão na unidade terem frustrado mais uma tentativa de fuga na unidade.

Eles chegaram a espancar quatro companheiros de cela, após a confusão e só foram controlados após a chegada dos policiais do Batalhão de Polícia de Choque (BP Choque), que permaneceram parte da manhã em frente à unidade, caso fosse necessário uma intervenção.  O motivo da rebelião foi a superlotação da única cela da unidade, que comportava, hoje pela manhã, 87 presos, oito a menos que ontem, quando aconteceu o fato.

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