Comando considera ‘inusitado’ os casos de agressão à PMs nas blitzens

Na madrugada de domingo, motorista agrediu um policial na zona Sul

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Diego Hervani

diegohervani@gmail.com

As Blitzen da Lei Seca que ficaram mais constantes nos últimos meses em Natal têm provocado reações diferentes na população. Enquanto boa parte aprova as ações, alguns, principalmente os que bebem para depois dirigir, não têm gostado muito das abordagens, que são promovidas por Polícia Militar (PM), Comando do Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE) e Departamento de Trânsito (Detran-RN).

Um bom exemplo de reação contrária aconteceu na madrugada desse domingo (29). Durante uma Blitz realizada no bairro de Capim Macio, mais precisamente na rua Walter Duarte, na Zona Sul da capital potiguar. Um homem que estava em um dos carros parados agrediu um policial militar com um soco depois de ser impedido de entrar em uma área isolada pela PM. Diante do descontrole, ele recebeu voz de prisão por agressão e desacato.

Na semana passada, outro PM também passou por uma situação parecida. No dia 25 (quarta-feira), um dia depois da tão famosa mordida que o atacante do Uruguai Luís Suárez deu no zagueiro italiano Chiellini durante partida entre as duas seleções no Arena das Dunas pela Copa do Mundo, uma mulher, revoltada com uma Blitz feita também na rua Walter Duarte, discutiu e mordeu um dos PMs no braço. “Ela ficou indignada porque a barreira foi montada naquela rua. O local é uma rota alternativa que alguns condutores fazem para escapar da polícia”, afirmou o tenente Styvenson Valentim, do Comando de Policiamento de Trânsito da PM.

O coronel Francisco Araújo, comandante geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, explicou qual o procedimento adotado em caso de agressão contra um PM. “Olha, primeiramente nós instruímos o policial a ficar calmo, não perder a cabeça, por mais complicado que seja. Depois ele tem que deter essa pessoa, arrumar testemunhas do ocorrido e fazer exame de corpo de delito, para comprovar que foi agredido. Isso tudo ficará constando nos autos do processo”.

De acordo com o artigo 331 do Capítulo II do Titulo XI do Código Penal Brasileiro, “desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela” pode gerar de seis meses a dois anos de prisão ou então uma multa. Já o artigo 129 do Capítulo II do Título I, que fala sobre lesão corporal, determina a detenção de três meses até oito anos, dependendo da gravidade do caso.

“Foram dois casos isolados e realmente não compreendemos a atitude dessas pessoas. Claro que sabemos que as pessoas ficam mais alteradas por causa do álcool, mas nada justifica a atitude deles. É uma situação constrangedora para o polícia. O que as pessoas precisam entender é que os policiais não estão ali para prender ou multar ninguém, mas sim para que as pessoas criem consciência de que essa atitude (beber e depois dirigir) é proibida e perigosa. Quem bebe e depois dirigi está colocando a vida dela e de outras pessoas em perigo e o dever da polícia é preservar a vida”, argumentou coronel Araújo.

Homem no carro da prefeitura também foi detido

Na mesma Blitz em que o policial militar foi agredido com um soco, um motorista que estava dirigindo um carro da Prefeitura do Natal, mais precisamente da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), foi autuado por embriaguez ao volante. No mesmo dia, a assessoria da Semsur divulgou uma nota oficial na qual alega que o homem era funcionário de uma terceirizada e que já está tomando as medidas cabíveis. Confira a nota:

“O secretário municipal de Serviços Urbanos, Raniere Barbosa, esclarece através da assessoria de imprensa, que tomou conhecimento da conduta do motorista, parado em uma blitz na madrugada deste domingo, 29. E informa que apesar da notícia preservar a identidade do condutor, o mesmo já foi identificado e não é funcionário ou servidor do quadro da Prefeitura do Natal, e sim contratado por uma prestadora de serviço da secretaria, através da empresa de iluminação Geosistemas. Entretanto, ressalta que já entrou em contato com empresa e o motorista receberá as punições cabíveis, devido à ação irresponsável e agressiva. Por fim, o secretário reforça ainda, que não condescende, de forma alguma, com atitude do motorista e medidas serão adotadas para evitar comportamentos inadequados como a do ocorrido”.

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