A combustão do levante

Dilma Rousseff volta da Europa, noite de segunda-feira. Na terça, logo cedo, Michel Temer faz-lhe relatório parcial dos bastidores do…

Dilma Rousseff volta da Europa, noite de segunda-feira. Na terça, logo cedo, Michel Temer faz-lhe relatório parcial dos bastidores do imbróglio que envolve a base parlamentar governista e o Palácio do Planalto.

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Temer não vai contar tudo. Se assim o fizer, o vulcão Rousseff entra em erupção. No PMDB, sobretudo, eleva-se o ímpeto de rebeldia de seus deputados. Mantida a desconfiança mútua, a crise ganhará o adjetivo ‘incontornável’.

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Neste quarto ano de governo, a Presidente vive o pior momento de sua relação tapas & beijos com o malandríssimo partido. Aécio Neves, bom conhecedor da tribo que teve como cacique o seu avô materno – Tancredo -, alimenta, há algum tempo, interesseiro flerte com grão-duques da volúvel sigla.

 

Cenário da hora

No Rio de Janeiro, sai o pai para entrar a filha.

Candidato a voltar ao governo fluminense, Anthony Garotinho abre vaga para a deputada Clarissa (foto), sua primogênita, trocar o mandato estadual por federal.

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Líder do PR na Câmara, Garotinho disputa o primeiro lugar no embate pelo Executivo com Marcelo Crivella (PRB), senador-ministro da Pesca.

Os dois têm a companhia próxima do petista Lindbergh Farias, protagonista do desentendimento de seu partido com o PMDB, antigo aliado local.

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É cedo demais para dizer que o peemedebista Luiz Fernando Pezão não passará na eliminatória de 5 de outubro. Mas, fosse agora a definição, o candidato lançado pelo governador Sérgio Cabral, filho, estaria fora.

 

Índices de hoje

Pré-campanha em São Paulo.

Geraldo Alckmin (PMDB) tem presença garantida no segundo turno da eleição.

Conforme pesquisas divulgadas quinta e sexta, Paulo Skaf (PMDB) e Alexandre Padilha (PT) disputam a classificação para o embate final com o governador recandidato.

Hoje, seria Skaf. Entretanto, Padilha tem maior potencial de crescimento.

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Decepcionantes são as promessas de intenção de voto em Gilberto Kassab, ex-prefeito da capital e presidente nacional do PSD.

 

t Troca de gentilezas. Em Minas Gerais, o PSB fechou com Pimenta da Veiga (PSDB) para governador. Em Pernambuco, o tucanato apoia o candidato socialista. Provavelmente, Paulo Câmara, secretário da Fazenda.

t Quem é do ramo, sabe que se trata de ameaça-chantagem do ministro da Fazenda. Veja as palavras de Guido Mantega: “Não está previsto aumento de tributos, embora possa ocorrer.”

t No PSDB, a expectativa é de o Supremo julgar, por improbidade administrativa, o deputado renunciante Eduardo Azeredo. Carlos Velloso, ex-presidente da Corte, discorda. Prevê o encaminhamento da ação penal contra o ex-governador de Minas Gerais à primeira instância.

t Caso seja para marcar posição, tudo bem. Mas, se tem pretensão de competir, é fraca a chapa Robinson Faria (PSD) para governador e Fátima Bezerra (PT), senadora.

t O PCdoB pede pouco para aliar-se ao PMDB, no Rio Grande do Norte. Fracos nas urnas, os comunistas são, todavia, fortes no cumprimento da palavra. O partido da foice e do martelo fica satisfeito se o peemedebismo ajudá-lo a reeleger Fábio Dantas, seu solitário representante no parlamento estadual.

t A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro recebe, nesta segunda-feira, o governador Eduardo Campos, presidenciável do PSB. Será a abertura de uma série de encontros batizada ‘Visões do Futuro’ – propostas do socialista para o Brasil.

t Dia 25, no Senado, comemoração das duas décadas do Plano Real. Fernando Henrique Cardoso, coordenador do projeto que empolgou os brasileiros, comparece. Ao lado dele, Aécio Neves, nova tentativa de o PSDB voltar ao Palácio do Planalto. Começa às 11h o comício.

t Bom fim de semana, e até terça-feira. Segunda, Joaquim Pinheiro, senhor repórter do jornalismo potiguar, redige e edita a coluna.

t Para refletir: “A arte é qualquer coisa que te faça orgulhoso de ser humano” (Amiri Baraka, escritor e poeta estadunidense).

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