Comércio de Natal altera os horários de funcionamento por jogo do Brasil

As empresas que decidirem pela abertura pela manhã, fecharão uma hora antes como vinha ocorrendo

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O jogo da Seleção Brasileira contra a do Chile na capital mineira vai dar uma cara de feriado ao comércio neste sábado. Isso deverá ocorrer principalmente nos shoppings da cidade. No horário da manhã, as lojas localizadas dentro desses estabelecimentos terão abertura facultativa.

Essa situação acontecerá porque a partida começa às 13h. Nos jogos anteriores da seleção as lojas dos shoppings abriram normalmente às 10h e estavam fechando uma hora antes do apito inicial do árbitro em campo. Mas desta vez, ficaria inviável para muitas dessas lojas de abertura por apenas duas horas seguida de um intervalo.

Ainda assim, as empresas que decidirem pela abertura pela manhã, fecharão uma hora antes como vinha ocorrendo. De acordo com a Câmara de Dirigentes Logistas de Natal (CDL/Natal), a abertura será obrigatória para todas a partir das 16h. O horário de fechamento continua o mesmo: 22h. Dentro dos principais shoppings também haverá a transmissão da partida em salas de cinema.

A recomendação dos cinemas é que a compra deve ser feita de forma antecipada. Os supermercados mantêm a sistemática de funcionamento em jogos anteriores: fecham meia hora antes do início da partida e abrem meia hora depois. Ainda conforme a CDL/Natal, o comércio de rua abrirá normalmente às 8h e fechará ao meio-dia.

Copa não interferiu no comércio do Alecrim

Para o presidente da Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim (Aeba), Derneval de Sá, os jogos não atrapalham as vendas no maior centro de comércio popular da cidade. Ele se referiu tanto aos jogos do Brasil, quanto aos jogos realizados cidade, quando o funcionamento permanecia normal.

Assim como outros empreendedores, Derneval de Sá afirmou que o fluxo de turistas em função das quatro partidas em Natal não influenciou em praticamente nada no movimento do bairro. “Não ajudou e também não atrapalhou. Pelo menos no Alecrim, esse turista veio muito pouco”, reforçou. O JORNAL DE HOJE também mostrou na semana passada e nesta semana que empresários que lidam diretamente com turistas – bugueiros, artesãos, locadoras de carros locais – também não viram muito esse tipo de consumidor.

Para além disso, os 13 dias de greve dos rodoviários também prejudicou as vendas no bairro nesse período. “80% dos consumidores do bairro vêm para o Alecrim de ônibus. Alguns deles ainda deram um jeito de vir com carona, de moto, de táxi. Houve uma perda certa de cerca de 50% nas vendas”, disse.

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