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Comércio e serviços lideram lista de empréstimos do BNB

Data: 28 fevereiro 2013 - Hora: 18:14 - Por: Marcelo Hollanda

Dos R$ 210 milhões que o Banco do Nordeste emprestou em 2012 para o setor rural do Rio Grande do Norte, R$ 53,3 milhões foram tomados por micro e pequenos produtores, que financiaram em média até R$ 2,5 mil por cliente, enquanto R$ 65,3 milhões foram parar nas contas de produtores com operações superiores a R$ 130 mil.

O balanço foi divulgado nesta terça-feira (27) pela Superintendência BNB no estado que, durante o quarto ano consecutivo, financiou mais de R$ 1 bilhão em diferentes setores da economia potiguar. O total de contratações chegou a R$ 1,2 bilhão e a maior parte foi parar nas contas das micro e pequenas empresas.

Mas foi o setor de comércio e serviços o responsável pela maior parte das contratações do BNB, com R$ 770 milhões tomados, seguido pelas áreas industrial com R$ 221 milhões e rural com R$ 210 milhões.

Nesta quinta-feira (28) terminou o prazo para produtores rurais afetados pela estiagem no semiárido solicitarem crédito emergencial no BNB. Para agricultores familiares, a linha FNE-Seca tem juros de 1% ao ano, prazo de pagamento de 10 anos, com até três anos de carência.

Os recursos são para recuperação ou preservação de atividades em municípios em situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecida pelo Ministério da Integração Nacional. A maioria dos financiamentos foi destinada à agricultura familiar. Empreendedores urbanos e rurais não classificados como “pronafianos” também compõem o público desse programa.

No último fim de semana, o superintendente estadual do BNB, João Nilton Castro Martins, participou da caravana liderada organizada pela Federação de Agricultura, que percorreu 1.200 quilômetros entre as regiões mais atingidas pela seca no estado.

Só no Oeste potiguar, onde produtores se queixaram de falta de acessos às linhas de crédito do Banco, Martins informou que só na região o aporte em financiamentos foi R$ 16 milhões.

Para ele, o balanço divulgado mostrou um crescimento expressivo do Banco em todas as linhas de crédito, que passou a consumir mais especialmente nos segmentos das micro e pequenas empresas tanto nas áreas urbana como rural.

Segundo a mesma fonte, o segmento das micro e pequenas empresas no RN tomaram R$ 298 milhões em financiamentos em mais de 14 mil operações. Desse total, mais de 80% são de estabelecimentos localizados fora da região metropolitana de Natal.

Só no Crediamigo, programa de microcrédito urbano orientado do Banco, as operações cresceram 45% na comparação de 2012 com o ano anterior, concretizando quase 150 mil contratos, num total de R$ 241 milhões. Já o Agroamigo, programa de microcrédito voltado para o setor rural, contratou mais de 21 mil operações, num total de R$ 53,3 milhões – um crescimento de 18%.

No ano marcado pela seca e milhões em prejuízos aos produtores, que estimam um perda até aqui de 30% do rebanho por causa da estiagem, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf (exceto Agroamigo) – registrou R$ 65,3 milhões, um crescimento superior a 120% na comparação com 2011.

Como forma de minimizar os efeitos da seca, o Governo Federal aprovou aporte de R$ 2,4 bilhões para investimentos em empreendimentos que tenham sofrido com o período e estivessem em municípios que decretaram estado de emergência. No RN, o decreto atingiu 139 dos 167 municípios potiguares.

Durante a expedição “Retratos da Seca”, promovido no último final de semana pela Faern, de jeans e tênis, o superintendente do BNB no Estado, João Nilton Martins, ouviu queixas de produtores que acionou seus gerentes regionais para apurar as informações que ia recebendo.

Em alguns casos, produtores falaram da dificuldade de tomarem empréstimos para propriedades que ainda estavam no nome dos pais, o que sugeria providências adicionais nos processos.

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