Comércio irregular próximo ao Arena das Dunas terá que fechar em dias de jogos

Semsur reunirá comerciantes na próxima segunda para mais informações sobre restrições impostas pela Fifa

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Os donos de comércios no entorno do Arena das Dunas que não são regularizados na Prefeitura de Natal não poderão funcionar nos dias de jogos em Natal, seguindo determinação da Lei Geral das Copa 2014. Eles devem participar de uma reunião na Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), na próxima segunda-feira (09), quando receberão orientações sobre essa e outras restrições previstas na Lei Geral da Copa.

Segundo a fiscal da Semsur, Diana Dantas, somente quem não tem o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), como é o caso dos donos de cigarreiras e ambulantes, não poderão atuar nos dias de jogos, já os regularizados podem abrir normalmente seus estabelecimentos. “Por isso, somente eles foram convocados para a reunião. Infelizmente, é uma restrição prevista em lei e não podemos fazer o contrário”, disse.

Diana falou também sobre a questão de propagandas nos estabelecimentos situados no entorno do estádio, que só pode ser feita das empresas patrocinadoras do evento e que tenham sido licenciadas. “E com ressalvas, porque, mesmo que o comércio tenha licença na Prefeitura, não poderá fazer propaganda de uma empresa que não seja patrocinadora do evento. Mas isso já foi repassado para eles em reuniões anteriores e estão todos padrozinados”, explicou.

Para o comerciante Fabiano Gomes, que é regularizado na Prefeitura Municipal, os dias de jogos em Natal serão normais, sem alterações importantes. “Não acredito que haverá mudanças significativas nestes dias. Vamos trabalhar normalmente, como em um dia qualquer. Estou tranqüilo”, disse.

Já a dona de uma cigarreira, situada próximo ao Centro Administrativo do Estado, que não quis se identificar, os dias em que terá que permanecer com o seu comércio fechado serão de prejuízos financeiros. Ela, que disse ter recebido a notificação para a reunião na Semsur na última sexta-feira, também teve seu estabelecimento padronizado por uma das empresas patrocinadoras da Copa do Mundo.

“Não gostei e vou ter prejuízo sim, mas não posso fazer nada, porque não adianta reclamar, manda quem tem dinheiro. Nos dias de jogos, vou ficar em casa, assistindo a partida pela televisão. Vou para essa reunião de segunda-feira, mas já sei o que vão dizer à gente lá, que não podemos abrir nossos quiosques”, disse.

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