Como a alimentação pode ser usada no combate ao câncer infanto juvenil

Independente de a criança ser um paciente oncológico ou não, deve-se sempre oferecer a alimentação mais saudável possível

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Uma dieta nutritiva é indispensável para que o organismo funcione melhor, sendo de grande relevância também para crianças e adolescentes com câncer, visto que possuem maiores necessidades nutricionais para o crescimento e desenvolvimento que devem ser atingidas independentemente dos períodos extensos de tratamento.

Nesta entrevista, Mayra Falcão, nutricionista da Casa de Apoio à Criança com Câncer Durval Paiva, em Natal, fala sobre Como a alimentação pode ser usada no combate ao câncer infanto juvenil.

1 – No caso do público infantojuvenil, a alimentação pode prevenir ou combater o câncer? Quais seriam esses alimentos?

R – Diferente do câncer adulto, no caso do infantojuvenil não se pode preveni-lo pela alimentação ou qualquer outra ação.

2 – Em pacientes com defesas baixas, existe algum alimento que não deve ser consumido?

R – Quando falamos de “pacientes com defesa baixa” é importante explicar o que isso significa, todos nós temos um “time de soldadinhos” que fazem o papel de defender nosso corpo contra intrusos, quando o paciente faz o tratamento quimioterápico esses “soldadinhos” diminuem e o corpo fica mais sensível a alguma contaminação; por isso, é importante estar atento ao alimento que essa criança vai consumir: evitando alimentos preparados em barracas na rua, industrializados, crus ou que tenham sido preparados sem garantia de higiene e cuidado.

3 – Os efeitos colaterais das terapias de câncer podem causar problemas nutricionais? Como isso pode ser contornado?

R – Cada medicação e tratamento causa um tipo de efeito nos pacientes, pode ser diarreia, vômitos e náuseas, boca seca, perda de apetite, entre outros que causam um impacto negativo diretamente no estado nutricional da criança.  É importante que a família tenha acompanhamento de um nutricionista para receber as orientações específicas para cada sintoma.

4 – A higienização dos alimentos também é um item importante para uma boa nutrição. Como deve ser feita essa higienização?

R – Sem dúvida! Sempre devemos preparar os alimentos em local limpo, lavar bem as mãos antes de fazer qualquer coisa na cozinha; lavar bem os utensílios e ter cuidado na contaminação cruzada que ocorre, por exemplo, quando a mãe corta uma carne crua sobre a tábua e quando acaba passa apenas água corrente para em seguida cortar um tomate que vai ser consumido cru em forma de salada. Os alimentos devem estar dentro da data de validade, com embalagem preservada e as folhas, frutas e legumes devem ser lavados na solução de 1 litro de água para 1 colher de sopa de água sanitária ou hipoclorito, deixar de molho aproximadamente 15 minutos e enxaguar em água filtrada ou fervida.

5 – Como os pais das crianças em tratamento oncológico ou fora dele podem estimular seus filhos a adotar uma dieta mais saudável?

R – Sempre orientamos os pais da Casa Durval Paiva que o grande aliado deles é o exemplo, se a família consome uma alimentação saudável, natural e variada a criança vai repetir esse ato e provavelmente vai ter uma alimentação saudável também. Se a criança não gostar de algum tipo de alimento, os pais podem tentar modificar a forma que esse alimento é preparado para tentar mudar a impressão da criança.

6 – Recomendações finais

R – Independente de a criança ser um paciente oncológico ou não, devemos sempre oferecer a alimentação mais saudável possível, relembrando a alimentação dos nossos avós, reduzindo a quantidade de alimentos industrializados, ricos em sal, açúcar e corantes.

A CASA: A Casa Durval Paiva ampara crianças e adolescentes carentes portadores de câncer e doenças hematológicas crônicas, juntamente com seus responsáveis, durante o tratamento em Natal, possui 843 pacientes cadastrados, crianças e adolescentes oriundas de 133 municípios do Estado.

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