Como beber a noite toda sem ficar bêbado? Cervejeiro ensina o truque

A tática dá nojinho, mas o empresário garantiu que funciona

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Se eu ganhasse R$ 1 de cada pessoa que me pediu para dar essa notinha, certamente teria uma porção de reais nesta linda manhã de segunda-feira pós-feriado. Foram TANTAS indicações, que eu não poderia deixar a história passar em branco.

Vale dizer, de cara, que eu sou mãe de família e esse blog NÃO INCENTIVA o consumo excessivo de álcool, ok? Minha ideia aqui é apenas repassar uma matéria que repercutiu mundialmente – e que vale pelo seu caráter especialmente curioso.

Pois bem, vamos lá.

Jim Koch, o dono da Boston Beer Company (a maior cervejaria artesanal dos Estados Unidos) concedeu uma entrevista à edição online da revista norte-americana Esquire. Ali, ele – que é o primeiro cervejeiro a entrar para a lista dos bilionários da Forbes – revelou seu método para beber a noite toda, muito, sem jamais ficar embriagado.

A tática dá nojinho, mas o empresário garantiu que funciona: consiste em comer fermento biológico seco – também conhecido como fermento ativo – logo antes de começar a dar seus goles. A receita pede, segundo ele, uma colher de chá por cerveja a ser consumida.

Ainda na entrevista, Koch contou que quem lhe ensinou o truque foi o PhD em bioquímica Joseph Owades, que trabalhou para a Fleischmann e se especializou em fermentação. Ele foi consultor de uma série de cervejarias norte-americanas, incluindo a Boston Beer Company, e morreu em 2005, conhecido também por ter sido o inventor da cerveja light.

Para usar a dica de Owades e conseguir engolir o fermento, Koch contou que mistura o pó em seu iogurte (nhami!).

O segredo estaria na enzima ADH, que é responsável por quebrar as moléculas de álcool em carbono, hidrogênio e oxigênio no nosso fígado. Essa enzima também está presente no fermento.

Em seus estudos, Joseph Owades teria entendido que a presença de ADH no estômago, antes da ingestão de bebidas alcoólicas, anteciparia o processo de metabolização do álcool – evitando que parte dele chegue ao nosso sangue e, por consequência, ao nosso cérebro.

Não tive coragem de tentar o método – até mesmo por fermento com iogurte não ser exatamente o meu tipo de tira-gosto. Mas vi na internet que, depois da publicação da entrevista, muita gente está testando a tática (e alcançando os mais diferentes tipos de resultados).

O jornalista que fez a matéria para a Esquire entrou na “brincadeira” e ficou bastante satisfeito com o que conseguiu. Depois do fermento, ele tomou um pack de cervejas enquanto trabalhava e disse não ter sentido os efeitos das bebidas.

Não encontrei estudos reais publicados sobre os efeitos do fermento pré-bebedeira. Segundo a Esquire, Joseph Owades tentou, pouco antes de morrer, colocar no mercado uma pílula que teria a função de bloquear a embriaguez. Nenhuma grande empresa, contudo, topou produzir os comprimidos.

 

Fonte: R7

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