Companhia Estadual de Habitação reduzirá déficit habitacional no RN

O déficit no RN é de quase 126 mil imóveis

Casas construídas no Estado possuem três quartos, um a mais do que o padrão do programa federal Minha Casa Minha Vida. Foto: Wagner Guerra
Casas construídas no Estado possuem três quartos, um a mais do que o padrão do programa federal Minha Casa Minha Vida. Foto: Wagner Guerra

Com um déficit habitacional de quase 126 mil imóveis em todo o Rio Grande do Norte, a Companhia Estadual de Habitação e Desenvolvimento Urbano (Cehab) concluiu nesta quarta-feira (20) , o plano com estratégias e ações de planejamento para combater o problema, que ocorre com maior intensidade na Região Metropolitana de Natal e em Mossoró. O documento, uma exigência do Governo Federal, está sendo elaborado desde 2012 e contempla ainda serviços de infraestrutura básica, como abastecimento e saneamento, energia elétrica, drenagem e pavimentação dos locais onde as residências forem construídas.

Segundo o presidente da Cehab, Sueldo Medeiros, o plano é extremamente importante para garantir que o próximo governo estadual tenha diretrizes traçadas para diminuir o déficit habitacional no Rio Grande do Norte e assegurar melhores condições de vida e dignidade para os potiguares. Ele, que apresentou a terceira etapa do Plano Estadual de Habitação e Interesse Social (Pehis) nesta tarde à sociedade, disse que a companhia segue os trabalhos buscando parcerias público-privadas para garantir a implementação das ações.

“Temos um prazo até outubro para entregarmos as estratégias e atividades destinadas à política habitacional do Estado à Caixa Econômica Federal, para obtenção de recursos para a construção das casas, nos próximos anos. Mas considero isso uma vitória muito grande para o Rio Grande do Norte, que sofre com um déficit grande de habitação há muito tempo. E o importante é que estamos correndo atrás de melhorar a qualidade de vida das pessoas”, enfatizou.

Sueldo afirmou que a Cehab possui um cadastro com os nomes de 86 municípios, de até 50 mil habitantes, com proposta para construção de moradias populares junto ao Governo Federal e que falta apenas a aprovação do Ministério das Cidades para que as obras sejam iniciadas. “No caso das cidades com até 20 mil moradores, serão construídas 40 residências, já nas com população entre 20 e 50 mil, serão 50 imóveis erguidos, tudo com investimentos do programa federal Minha Casa, Minha Vida 3″, falou.

Casas construídas no RN são diferentes

Sueldo Medeiros explicou ainda que o déficit habitacional atual no Rio Grande do Norte é de 125.841 imóveis, a maioria nos sete municípios que compõem a Região Metropolitana de Natal e também em Mossoró, que concentram a maior parte da população no Estado. Desse total, 95.921 estão situados somente na área urbana, o que representa um total de 76,22%. Já na área rural, a defasagem é de 29.920 residências, ou 23,78%.

Ele disse também que as unidades habitacionais construídas pelo Minha Casa, Minha Vida seguem um modelo padrão em todo o país, com dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço. No entanto, graças a um aporte financeiro no valor de R$ 5,818 milhões disponibilizado pelo Estado, foi possível construir um quarto a mais em 1.610 unidades de 39 municípios, pelo Minha Casa, Minha Vida 2.

“Todos os imóveis são construídos e entregues em locais dotados com infraestrutura básica para que os moradores possam viver com dignidade. Durante a atual gestão, foram construídas 4.141 moradias, em um total de R$ 74,366 milhões investidos pelos governos federal e estadual, com o diferencial que o Estado disponibilizou um aporte extra que permitiu a construção de mais um quarto em” afirmou.

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