Home > Cidade > Comunidade acadêmica da UERN escolhe hoje novo representante

Comunidade acadêmica da UERN escolhe hoje novo representante

Data: 20 março 2013 - Hora: 14:59 - Por: Portal JH

Alunos, corpo docente e técnicos da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN) vão às urnas nesta quarta-feira para escolher o novo reitor e vice-reitor que irão assumir a direção da instituição de ensino superior pelos próximos quatro anos. São esperados cerca de 13 mil eleitores, que deverão optar entre três candidatos para o cargo de reitor e quatro candidatos para vice, caracterizando uma eleição distinta. Apurados os votos, o novo titular da instituição poderá ter como companheiro o vice do outra chapa. O resultado das eleições está previsto para ser divulgado até a meia noite desta quinta-feira, seguido da nomeação por parte da governadora do Estado.

Ana Lúcia Dantas, atual diretora do campus da UERN em Natal, candidata de oposição à atual gestão, é a única mulher na disputa. “Nossa principal proposta é conquistar a autonomia universitária, pois a nossa universidade tem uma dificuldade muito grande com relação a orçamento. Além disso, queremos uma instituição mais democrática e uma sede descentralizada. O fato do Campus Central ser em Mossoró causa dificuldade aqui na capital e nos outros campi, pois questões que vão de almoxarifado às reuniões de planejamento são direcionadas para aquela região”, apontou. Além dos pontos apresentados, a chapa representada por Ana Dantas ainda propõe a criação da Pró-Reitoria de Assistência Estudantil.

Outro candidato na disputa eleitoral é o diretor do campus em Pau dos Ferros, Gílton Sampaio de Souza, que também é candidato de oposição. Entre as propostas de destaque estão a descentralização administrativa e a maior articulação entre a Universidade e os municípios do Estado. “São 44 anos de um mesmo modelo de gestão que precisa ser mudado. Venho com uma experiência inovadora aplicada em Pau dos Ferros, que certamente poderá ser aproveitada como exemplo macro”, disse. Reforma do estatuto jurídico e elaboração de projeto físico-estruturante também estão inclusas nas propostas do candidato.

O outro concorrente ao título de reitor, Pedro Fernandes Ribeiro Neto, atual pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, é o representante com apoio do atual reitor, Milton Marques. O JORNAL DE HOJE tentou contato com ele por telefone, mas não obteve retorno. Sua principal defesa eleitoral diz respeito à autonomia financeira da Universidade Estadual.

O Campus da UERN tem como extensão os pólos de Natal, Mossoró, Assú, Caicó, Patu e Pau dos Ferros, contando ainda com núcleos avançados em Alexandria, Apodi, Areia Branca, Caraúbas, João Câmara, Macau, Nova Cruz, Santa Cruz, São Miguel, Touros e Umarizal. Todos os candidatos que concorrem ao cargo principal possuem o título de doutor.

Professor do curso de Filosofia da instituição e diretor interino do campus em Natal, João Maria Pires acredita que a UERN ainda precisa aparecer mais em termo de Estado. “Crescemos no número de alunos, profissionais, número de cursos, mas ainda precisamos ter maior visibilidade em termo de Estado, mesmo estando presente em diversos municípios do RN. Precisamos aparecer no que temos de melhor, como no reconhecimento da competência dos profissionais e dos nossos alunos”, disse.

“A preocupação que devemos ter diante da escolha do novo reitor é saber optar por aquele que apresenta maior competência para representar essa unidade institucional, procurando atender a todos os núcleos que a UERN chega com qualidade e condições adequadas”, afirmou o professor. O sistema eleitoral da UERN concede aos professores 70% do poder de voto, enquanto que alunos e técnicos possuem 15% cada.

Aluna do curso de direito e vice-presidente do DCE (Diretório Central dos Estudantes), Bárbara Medeiros critica o sistema de representação dos votos. “Queremos que a universidade mude para melhor, saindo desse cenário de ‘mesmisse’ contínua. Sentimos falta de incentivo e queremos uma reitoria que saiba dialogar e atender a nossas demandas, que acabam sendo as demandas da própria universidade”, afirmou.

“Lutamos pela paridade de votos, pois nós estudantes, que estamos em maior número, temos pouca representatividade – situação que acaba desestimulando na luta pelos nossos direitos. Isso é uma falta de respeito pelos estudantes. Passamos mais de quatro anos na universidade e não temos voz”, disse Bárbara Medeiros.

Notícias Relacionadas
  • TAGS: