Confira as histórias que marcaram a medicina em 2013

Uma das histórias de saúde que mais chamaram a atenção em 2013 foi a de uma menina americana que teria sido "curada" do vírus HIV

Angelina Jolie fez mastectomia para se proteger de forma agressiva de câncer. Foto: AFP
Angelina Jolie fez mastectomia para se proteger de forma agressiva de câncer. Foto: AFP

Do bebê que, aparentemente, foi livrado do vírus HIV a avanços na busca por um tratamento para a demência, acontecimentos no campo da medicina fizeram muitas manchetes em 2013.

Bebê com HIV

Uma das histórias de saúde que mais chamaram a atenção em 2013 foi a de uma menina americana que teria sido “curada” do vírus HIV.

Sua mãe estava infectada e os médicos suspeitavam de que o bebê também contrairia o vírus, então decidiram dar drogas antirretrovirais ao bebê logo após seu nascimento.

Normalmente, as drogas mantêm o vírus sob controle, não permitindo que ele se multiplique. Nesse caso, no entanto, o tratamento parece ter impedido que o vírus se instalasse no corpo da menina.

Ela tem três anos, parou de tomar a droga há mais de 12 meses e ainda não tem sinais de infecção.

Houve também casos de dois pacientes que, após transplantes de medula óssea, deixaram de tomar drogas antirretrovirais e não apresentam sinais do vírus.

Durante muito tempo, acreditava-se que achar uma cura para o HIV seria impossível. Hoje, existe otimismo real entre pesquisadores.

Eles advertem, no entanto, que a cura ainda é um futuro distante.

Gravidez depois da menopausa

Antigamente, se uma mulher entrava na menopausa prematuramente, isso significava o fim de sua vida reprodutiva.

Mas no ano que passou, uma equipe integrada por médicos dos Estados Unidos e Japão conseguiu “ressuscitar” os ovários de mulheres que tinham tido menopausas muito prematuras.

Como resultado, um bebê menino foi gerado. Como os médicos conseguiram isso?

Primeiro, os especialistas retiraram os ovários da mulher. Depois, fragmentos desses ovários receberam um tratamento especial, antes de ser reimplantados nos órgãos.

Os fragmentos reimplantados reativaram o processo de amadurecimento de folículos que estavam dentro do ovário e eles deram origem a óvulos. Estes, por sua vez, foram extraídos e fecundados com técnicas de fertilização in vitro.

Especialistas em fertilidade dizem que a técnica pode ter grandes repercussões para o setor. Mas dizem que nada mudou para mulheres que passam pela menopausa na idade normal, já que a baixa qualidade do óvulo ainda representa um grande obstáculo.

Mastectomia de Angelina

A obsessão do público com os famosos levou o câncer de mama para as manchetes de jornais em todo o mundo quando foi revelado que a atriz Angelina Jolie havia sido submetida a uma mastectomia dupla.

Os médicos da atriz lhe disseram que havia 87% de chances de que ela desenvolvesse câncer de mama. Isso porque Jolie tem uma mutação em seu DNA chamada BRCA1, que aumenta muito a probabilidade de que ela sofra de câncer de mama e de ovário.

Como resultado, a atriz teve os dois seios removidos.

Em um artigo de jornal, Jolie disse: “Fiz uma escolha positiva, que de forma alguma diminui minha feminilidade. (…) Para qualquer mulher que esteja lendo isso, eu espero que (minha experiência) ajude você a saber que existem opções”.

Órgãos gerados em Laboratório

Esta imagem mostra um cérebro humano que foi cultivado em um laboratório a partir de células de pele.

O órgão, que tem o tamanho de uma ervilha, é semelhante ao cérebro de um feto com nove semanas de idade.

Ele já possui regiões distintas, como o córtex cerebral e um hipocampo em estágio inicial de desenvolvimento. Em um cérebro completo, o hipocampo é responsável pela formação de memória.

Cientistas dizem ter esperanças de que esses órgãos, que não são capazes de pensar, auxiliem nosso entendimento sobre doenças neurológicas e o desenvolvimento do cérebro.

E não se trata apenas de cultivar cérebros. Pesquisadores japoneses disseram ter ficado “atônitos” após terem criado minúsculos fígados usando métodos similares.

Eles acham que talvez seja possível combater a falência de um fígado doente transplantando-se milhares desses pequenos fígados no órgão doente.

Em outro experimento, pesquisadores geraram rins de ratos em tamanho natural e capazes de produzir urina.

O objetivo da equipe é pegar o rim de um doador, retirar dele todas as células velhas, deixando apenas uma estrutura parecida com uma colmeia. Essa estrutura seria então usada para a construção de um novo rim com o uso de células do próprio paciente.

As expectativas no campo do “crie seu próprio órgão” são bem grandes nesses próximos anos

 

Fonte: BBC Brasil

 

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