Congresso de Gestão Pública do RN irá reunir mais de mil inscritos

Entre temas abordados está a Gespública, lei sobre melhoria da qualidade do serviço

Cerca de 600 vagas do evento foram reservadas apenas para servidores públicos estaduais e municipais. Foto: Wellington Rocha
Cerca de 600 vagas do evento foram reservadas apenas para servidores públicos estaduais e municipais. Foto: Wellington Rocha

Marcelo Lima

Repórter

 

Com atenção especial para o Nordeste, o 8º Congresso de Gestão Pública do Rio Grande do Norte (Congesp/RN) começou hoje na Escola de Governo. A estimativa da organização é que mais de mil pessoas participem. O evento é aberto para servidores públicos, administradores e alunos de Administração.

Na manhã de hoje, já houve a realização de três mini-cursos e uma reunião das escolas de governo da região Nordeste. A abertura oficial ocorrerá na tarde de hoje com conferências e a possível presença da governadora Rosalba Ciarlini, e do Secretário da Administração e Recursos Humanos do Estado, Alber Nóbrega.

Em parceria com o governo do Estado, o Conselho Regional de Administração do Rio Grande do Norte (CRA/RN) também é responsável pela organização do evento. De acordo com a presidente do Conselho, Kate Maciel, foram reservadas 600 vagas para servidores públicos estaduais e municipais, 200 para estudantes e 200 para administradores por formação. Ainda segundo ela, outros públicos interessados também puderam se inscreve

Gespública

A gespública é uma lei que tem como objetivo que o serviço público brasileiro atinja o nível de excelência até 2015 em todas as esferas de governo. A lei foi publicada em 2005.

Mas para a presidente do CRA/RN, essa meta não será alcançada a tempo. “Acho que falta muito para a gente atingir essa meta. O momento político é bom porque há mobilização social, uma cobrança da população por serviços públicos de qualidade, como nós vimos nas ruas ano passado”, avaliou.

Kate também partilha da visão que a motivação da equipe e a capacidade de cada servidor são tão importantes quanto a coordenação do serviço. “Primeiro você precisa identificar a pessoa certa, que faça a diferença. Aí falta o administrador, a mão de obra é oferecida ao governo, mas as escolhas ainda são políticas. Na hora que você tem um coordenador que tem visão, racionaliza o serviço, motiva a equipe, é ágil no atendimento ao cidadão, os resultados acontecem”, declarou.

A legislação também prevê que alguns princípios da gestão privada sejam aproveitados no serviço público. Mas em vez de ter como objetivo final o lucro, o serviço público tem como meta a qualidade na prestação do serviço. A gespública também será tema de palestra no Congresso.

Qualificação limitada

De acordo com a diretora da Escola do Governo do Rio Grande do Norte, Maria do Socorro Ferreira, 11.881 servidores públicos estaduais foram capacitados entre 2011 e 2013. Ainda segundo ela só no ano passado foram investidos R$ 3 milhões na capacitação de servidores. A diretora não soube informar o número total de servidores no Estado.

Mas esse processo ainda é limitado. Embora a Escola de Governo tenha uma estratégia de interiorização da qualificação, a instituição ainda não possui ferramentas de educação a distância. Os cursos também possuem restrição de acesso. “Servidores em final de carreira a gente não pode atender, porque eles têm que ter dois anos para frente no governo”, disse Ferreira.

Compartilhar:
    Publicidade