Conjunto Ponta Negra tem maior número de casos de dengue na zona Sul

Até o dia 24 de abril, o conjunto da zona Sul já tinha 115 notificações.

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Com direito à trilha sonora e “mosquito-humano”, profissionais da Secretaria Municipal de Saúde realizaram na manhã desta quarta-feira (2) uma caminhada na Vila de Ponta Negra. A ação faz parte do projeto “Mãos em ação: unidas contra dengue”. “O objetivo de hoje é mobilizar a população para retirar das suas casas os possíveis criadouros”, explicou Zenilton Torres, coordenador de endemias do Distrito Sanitário Sul de Natal.

O bairro de Ponta Negra foi escolhido porque tem registrado a maior quantidade de casos de dengue entre todos os bairros da região Sul da cidade. Até o dia 24 de abril, o bairro já tinha 115 notificações. Em seguida estão: Planalto, 105 casos; Pitimbu, 94; Nova Descoberta, 87; Neópolis, 81; Lagoa Nova, 64; Capim Macio, 32; e Candelária com 10 casos. No total, foram 588 casos em toda a região Sul de Natal.

Boa parte dos casos ocorreu entre pessoas de 35 a 49 anos, 44%. A segunda faixa etária mais atingida são os idosos de 65 anos a 79 anos, 29% do total. A faixa de idade menos atingida é de 15 a 19 anos com 5% dos casos. O que preocupa é que pessoas mais velhas podem estar adquirindo a doença pela segunda ou terceira vez, visto que já viveram mais períodos de epidemia. Dessa forma, há mais possibilidades de manifestação da modalidade hemorrágica da dengue.

Dentre esses bairros, aconteceu apenas uma morte de uma jovem de 20 anos, moradora do bairro de Nova Descoberta. “Houve o agravamento do quadro de dengue que evoluiu para a forma hemorragia”, informou Cristiana Souto, técnica em epidemiologia do Distrito Sul. Em função da morte, o primeiro bairro a receber as ações do “Mãos em ação: unidas contra a dengue” foi Nova Descoberta.

Durante a caminhada, panfletos foram entregues à comunidade e sacolinhas informativa para colocar lixo foram dadas para motoristas. “Já fizemos coleta de pneu, parte educativa nas escolas, na visita do agente fizemos os pontos estratégicos para o combate”, descreveu Torres. Parte dessas ações também é contínua. A Companhia de Serviços Urbanos (Urbana) participa da iniciativa com a limpeza de terrenos baldios indicados pelos servidores da saúde.

O percurso começou ao lado da Igreja da Vila de Ponta Negra foi até a Escola Municipal Josefa Botelho, onde o grupo de teatro do Distrito fez uma encenação educativa para as crianças. “A gente quer atender o público infantil porque eles são veículo de comunicação para casa”, disse o coordenador de epidemiologia do Distrito Sanitário Sul.

Quem não nunca teve problemas com a dengue é a dona de um restaurante e tapiocaria vizinha à Igreja Católica da Vila de Ponta Negra. “Como a gente trabalha com comida, a gente está sempre coberto pela Covisa [Coordenadoria de Vigilância Sanitária], a caixa d’água fica sempre tampada, limpamos de seis em seis meses e não temos plantas aquáticas”, disse Sônia Maria da Silva de 50 anos de idade.

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