Consolo de choldra murcha – Alex Medeiros

Numa das últimas moradas de meus pais, em Nova Descoberta, vivi bons momentos da juventude, ali no princípio dos anos…

Numa das últimas moradas de meus pais, em Nova Descoberta, vivi bons momentos da juventude, ali no princípio dos anos 1980. Havia um quintal enorme e uma goiabeira de onde eu retirava quase todos os dias um caldeirão cheio de doces goiabas vermelhas.

A casa vivia repleta de vida com a presença constante dos primeiros netos de seu Luiz e dona Nenzinha, dois garotos do meu mano Graco e uma menina da minha irmã caçula, Zorilda. O trio era o xodó de todos e vivia brincando entre o quintal e a calçada.

Havia um ar de rivalidade entre a menininha e o pivete mais novo, por coincidência ambos assemelhados nos cabelos louros esvoaçantes. Evidente que o vigor masculino levava suas vantagens, mas só até a brincadeira chegar no quintal, na velha goiabeira.

Ali, quando os olhos infantis se erguiam em direção ao infinito dos seus galhos, o machismo atávico ficava embaixo e o feminismo natural vencia os obstáculos da subida. A garotinha disparava tronco acima e o moleque ficava, vencido pelo medo da altura.

Mas, homem que é homem – não importa a idade – encara os desafios diante de uma mulher, até para não decepcioná-la. Se há duas coisas que uma fêmea de verdade curte no macho, são a capacidade dele de fazê-la sorrir e a segurança dela em pegar sua mão.

E já que não podia vencê-la na escalação dos galhos da árvore, o menino sugeriu uma disputa diferente, devidamente confiante de que não perderia, como o personagem Seu Geraldo diante do Professor Raimundo, na saudosa escolinha do gênio Chico Anysio.

- Vamos ver quem mija mais longe? Gritou para cima o meu sobrinho, na proposta indecente e oportunista que, obviamente, deixou a priminha chateada. Foi a única saída possível para ele tentar evitar um maior vexame do que não subir na árvore da vovó.

Agora, eu pulo uns trinta anos, do caule da goiabeira para os galhos quebrados na árvore da moral dos apaixonados e ufanistas torcedores pachecos, incrédulos e confusos após a vexatória participação da seleção brasileira na copa que custou ao povo R$ 35 bilhões.

Derrotados, humilhados e perdidos em sensações sem nexo, como um cego numa guerra de garrafas num boteco sem portas, milhares desses torcedores inventaram uma válvula de escape para fugir à frustração latente. Decidiram pregar a tese da derrota alheia.

E ninguém melhor que o povo vizinho da Argentina, que por ironia do destino festeja até hoje o feito de disputar uma final de copa no país rival, e no mesmo Maracanã de humilhações pregressas. E qual é o argumento pacheco? As cinco copas do passado.

Ora, usar sempre o esfarrapado discurso do penta para disfarçar fiascos é equivalente a eu declarar que joguei mais futebol do que o eterno craque Marinho Chagas só por tê-lo driblado nas peladas de adolescência. Só há um grande derrotado na copa, o Brasil.

As manifestações beirando a histeria na torcida pelos alemães, os próprios carrascos e responsáveis pelo mico do Mineirão, e o ridículo argumento do penta, são tão infantis quanto um menino desafiando uma menina para disputa de jato de mijo à distância. (AM)

Derrubada

O Brasil decente amanheceu hoje na expectativa de que a Câmara Federal e seu presidente, deputado Henrique Alves, tenham um compromisso com a democracia e o futuro da nação, derrubando a ideia dos conselhos comunistas de Dilma Rousseff.

Compromisso

Em recente conversa de Henrique Alves com o vice-presidente, Michel Temer, o parlamentar confirmou sua determinação de não aceitar a imposição da aberração populista que atropela as instâncias republicanas e representativas do Parlamento.

Chapa completa

O prefeito de Macaíba, Fernando Cunha reuniu sua base de apoio na cidade e definiu como será a campanha de outubro. Para governador, Robinson Faria, para senador, Fátima Bezerra e para deputados federal e estadual, Rafael Motta e Ricardo Motta.

Adesão em massa

Em Mossoró, o mundo político local aguarda com expectativa a decisão do PP do deputado federal Betinho Rosando anunciar formalmente a adesão ao projeto de Robinson Faria. São 21 prefeitos, vereadores e dezenas de lideranças no apoio ao PSD.

Fica, bigode

Começaram os prognósticos e os pitacos sobre quem seria melhor para dirigir a seleção brasileira. Falam em Tite, Leonardo e nomes estrangeiros, inclusive argentinos. Daqui do meu canto, prefiro a permanência do Felipão. Ele me deu alegrias em 2014.

Sambinha

Proposta de uma nova versão para um clássico samba de Jackson do Pandeiro, gravado há alguns anos pelos Paralamas do Sucesso. O refrão ficaria assim: “Esse jogo não é sete a um…”. Sugiro que o Zé Dias produza a gravação com uma certa urgência.

Rola a bola

Na ressaca do vexame nacional, parte do torcedor brasileiro retoma a vida normal (se é que pode ficar normal) com a volta da série B nessa terça-feira. Serão dez jogos, destacando América x Bragantino e Luverdense x ABC, além de Vasco x Santa Cruz.

Viva a Europa

E hoje também tem nada menos que 43 jogos no continente que manda e desmanda no futebol, com 11 copas conquistadas e dezenas de mundiais de clubes. São doze partidas eliminatórias da Champions League e mais 31 amistosos de Paris a Moscou.

Obras sem fim

A Copa do Mundo no Brasil já acabou, mas do prometido pacote de obras de mobilidade urbana nas doze sedes há ainda 23 inacabadas. Não se pode reclamar dos governos, que prometeram concluir até à copa. Só não disseram que era a de 2018.

Coordenação

O geólogo Geraldo Pinto, o Geraldão do PT, recebeu a missão partidária de coordenar a campanha da presidente Dilma Rousseff no RN. Ex-presidente da sigla em âmbito local, petroleiro de profissão, o petista atua numa das diretorias da Potigás há algum tempo.

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