Consórcio que montou estruturas no Arena confirma que Governo do RN está em dia

Governo do RN e empresa que instalou as estruturas divergem nos valores dos aditivos

Foto: José Aldenir
Foto: José Aldenir

Marcelo Lima

Repórter

O Consórcio 2NC, que instalou as estruturas temporárias na Arena das Dunas utilizadas durante os quatro jogos da Copa do Mundo em Natal, informou que o Governo do Rio Grande do Norte estava em dia com o pagamento. “Está tudo dentro do previsto. Tudo em dia em processo natural”, disse Ney Ávila, representante do consórcio, por telefone.

O secretário especial da Copa no Rio Grande do Norte, Demétrio Torres, explicou na manhã desta sexta-feira (11), que o governo não era “caloteiro”. “O Estado do Rio Grande do Norte nunca deu calote em ninguém. Nem neste governo nem nos anteriores. Não existe na história do Rio Grande do Norte calote, pelo menos eu não conheço”, declarou.

Isso ocorreu porque ontem (10) o site da televisão por assinatura ESPN publicou reportagem com título que denunciava calote do governo. Segundo Demétrio Torres, o governo tem 30 dias depois da última medição (verificação in loco se o serviço foi realmente realizado). “Feito essa medição, dá entrada aqui no protocolo e ela vai andar por aqui por dentro para verificação para registro. Depois eu encaminho para a Controladoria Geral do Estado para ver se os trâmites todos ocorreram. Isso demanda tempo. Por isso que nos nossos contratos, a gente coloca uma previsão: após a medição você tem trinta dias para pagar”, disse.

O secretário não soube especificar quando foi a última medição. Mas ele destacou que mesmo se essa verificação tivesse ocorrido no dia 24 de junho, dia do último jogo da Copa do Mundo em Natal, o Governo do Estado ainda estaria dentro do prazo para realizar a última parcela do pagamento.

Divergência de valores

São dois contratos diferentes: um para as arquibancadas móveis, com 11.700 lugares, no valor de cerca de R$ 9 milhões assinado com a empresa Stick; o outro é direcionado para as estruturas temporárias (centro de imprensa, cozinha, detectores de metais, local de apoio para voluntários, seguranças e geradores de energia) no valor de cerca de R$ 29 milhões segundo o secretário da Copa.

Originalmente, contrato para as estruturas móveis foi feito no valor de R$ 22.994 milhões. Houve aditivos e esse valor cresceu. O secretário afirma que o valor chegou a R$ 29 milhões. No entanto, Ney Ávila afirmou que esse valor seria algo em torno de 25 milhões.

Secretário reafirma que só tem obrigações com solicitações

O secretário também rebateu as informações publicadas pelo site ESPN. Demétrio Torres disse que tem sim satisfação para dar sobre a gestão do dinheiro público. “Satisfação sobre dinheiro público eu sei que tenho que dar, porque não sou doido”, afirmou ao O Jornal de Hoje.

No entanto, ele considera que não tenha obrigação de prestar informações de maneira informal por telefone. “Eu não tenho a obrigação de dizer isso, embora seja dinheiro público. Para que eu lhe diga isso, você teria que formalizar, dizendo porque você quer saber”, afirmou. Mas segundo a lei de acesso à informação, vigente desde 2012 para todo o serviço público brasileiro, não há a necessidade da explicação do motivo da solicitação de qualquer informação.

Compartilhar: