Construção Civil debate investimentos pós-Copa no Rio Grande do Norte

Sinduscon diz que pode atingir R$ 1,2 bi no estado

Sinduscon adiantou ao JORNAL DE HOJE que as atenções estão voltadas para o saneamento e a mobilidade. Foto: Cena 2
Sinduscon adiantou ao JORNAL DE HOJE que as atenções estão voltadas para o saneamento e a mobilidade. Foto: Cena 2

No próximo dia 29, uma quinta-feira, a Federação da Indústria do Rio Grande do Norte vai abrigar um simpósio de um dia inteiro para convidados com o objetivo de elevar o astral de quem acha que a Copa do Mundo não atrairá assim tantos investimentos como os prometidos há alguns anos quando o evento foi anunciado para Natal.

Desde então, o aeroporto de São Gonçalo foi concluído, com vias de acesso sendo entregues incompletas, assim como uma Arena para receber oito seleções que jogarão quatro partidas, em meio a outras obras em seu entorno não terminadas a tempo.

O Terminal de Passageiros do Porto de Natal também ficou a ver navios, pois muitos estrangeiros que vierem pelo mar desembarcarão em Recife e virão por terra assistir aos jogos na capital potiguar.

Mas tudo isso pode ser tremendamente atenuado com o que promete se tornar realidade depois da Copa. Hoje, o presidente do Sindicato da Construção Civil do RN, Arnaldo Gaspar, adiantou ao JORNAL DE HOJE que as atenções estão voltadas para o saneamento e a mobilidade.

“São obras de saneamento básico da Caern e várias intervenções do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte), com investimentos por volta de R$ 1,2 bilhão”, revelou o presidente do Sinduscon.

Boa parte dessas obras, incluindo o emblemático VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), que aproveitaria o subutilizado leito da estrada de ferro da CBTU, fará parte desse pacote de velhas novidades que a Fiern, com a intensa participação do Sinduscon local, pretende ressuscitar e, mais, colocar como uma realidade para o médio prazo.

Será verdade? Segundo Arnaldo Gaspar Júnior, que concorre à eleição no Sinduscon-RN em setembro, é no mínimo uma pauta cuja necessidade urgente se tornou mais do que legítima, imprescindível. E até onde ele sabe, há chances reais de saírem.

“Essas obras envolvem problemas de mobilidade e de infraestrutura inadiáveis e é preciso que a opinião pública saiba que poderão se transformar em realidade, sim”, garante o empresário, que sucedeu o amigo Silvio Bezerra na presidência do Sindicato da Construção Civil com a missão de tornar realidade tudo o que seu antecessor plantou e eventualmente não conseguiu.

Em uma delas, Arnaldo Gaspar Júnior foi especialmente bem sucedido. Conseguiu implantar o Índice de Velocidade de Vendas (IVV) do segmento imobiliário local, uma luta de oito anos de Silvio Bezerra, que enfrentou sistemática oposição de parte do mercado habituado a não compartilhar indicadores e agir com pouca transparência em relação ao consumidor (pelo menos em assuntos envolvendo compra e venda).

Na próxima semana, numa entrevista coletiva, Gaspar divulgará o terceiro relatório trimestral da série já fechado e entregue a ele pela Consult, empresa contratada pelos levantamentos. Hoje, graças a essa decisão, é possível saber qual o estoque real de imóveis em oferta por região, uma informação de mercado importante até para ajudar as construtoras a planejarem seus lançamentos futuros.

Desde o ano passado, Arnaldo Gaspar Júnior tem dito que 2014 seria o ano da construção pesada e que as obras de infraestrutura redimensionariam a atuação do Sinduscon para além do mercado imobiliário. Egresso justamente desse setor, ele voltou a lembrar hoje que graças a construção civil (e ai incluído a construção leve a pesada), os indicadores de emprego permaneceram em alta.

Com cerca de seis mil imóveis prontos, em construção ou na planta, o mercado imobiliário potiguar tem hoje por volta de 800 unidades prontas e fechadas sem comprador. Essa era uma informação inacessível antes da divulgação dos relatórios trimestrais do Sinduscon RN. Com isso, Natal foi a última capital brasileira a ter seu Índice de Velocidade de Vendas próprio, um instrumento criado pelo setor ainda nos anos 60.

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