Consumidor volta ao comércio para a tradicional troca de presentes

Após o natal, lojistas avaliam importância da troca e comemoram possibilidade de novas vendas

No comércio do Alecrim, o primeiro dia útil após o natal foi intenso. Segundo o gerente de loja João Augusto, o movimento cresceu numa média de 20% neste período. Foto: Heracles Dantas
No comércio do Alecrim, o primeiro dia útil após o natal foi intenso. Segundo o gerente de loja João Augusto, o movimento cresceu numa média de 20% neste período. Foto: Heracles Dantas

Carolina Souza
acw.souza@gmail.com

Após o grande movimento com as compras de Natal, as lojas do comércio na capital potiguar devem receber muitos consumidores que querem trocar presentes recebidos: uns não agradam, outros não serviram ou mesmo são repetidos. Roupas, calçados e brinquedos, por exemplo, são presentes comuns, porém não feitos sob medida – situação que leva muitas pessoas a voltarem ao comércio no primeiro dia útil pós-natal.

Observar se as lojas realizavam troca para os presentes que comprou para esse natal foi a tática que a dona de casa Ana Cristina Nascimento, 51, utilizou na hora de ir às compras. “Isso nos deixa mais à vontade para presentear amigos e familiares. Quem não gostar, pode trocar tranquilamente”, disse. “Eu aproveitei as primeiras horas do dia para trocar o meu presente e do meu esposo, pois não coube em nós”, afirmou.

Ana Cristina conta que ficou feliz com a facilidade de trocar os presentes. “Não tivemos nenhum problema. Por se tratar de calçados, acho que é mais fácil de trocar. Fomos muito bem atendidos e acredito que deixamos a loja mais satisfeita, pois estamos levando produtos que ultrapassaram o valor do presente original”, brincou, sorridente.

De fato, o que as lojas mais comemoram neste período pós-natal é a possibilidade dos clientes “pagarem a diferença”. “Com uma troca se faz outra venda. Para nós isso é muito bom”, disse Severiano Jácome, gerente de uma loja de variedades no bairro do Alecrim.

João Augusto, gerente de uma loja de roupas, disse que o movimento da loja cresce em uma média de 20%. “É um movimento bem menor relacionado à véspera de Natal, porém maior comparado ao período normal de vendas. Sem dúvidas, uma possibilidade a mais de lucro. Não sei porque ainda há lojas que não trabalham com essa política de troca. Quase sempre a troca gera uma nova venda”, afirmou.

No momento de trocar os presentes é importante saber quais os direitos que o consumidor tem, em lojas físicas e na internet. Para que não haja problemas, é importante que o consumidor esteja atento aos prazos estabelecidos pelas lojas. De acordo com o coordenador-geral do Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor (Procon Natal), Kleber Fernandes, em compras efetuadas dentro do estabelecimento comercial, o Código de Defesa da Consumidor não garante a troca do produto

“A loja não tem a obrigação legal de troca de produtos em virtude da cor, tamanho ou modelo. Entretanto, se no momento da venda o lojista assume esse compromisso, passa a haver a obrigatoriedade do cumprimento do que foi acordado, sob pena de ser considerada uma publicidade enganosa”, afirmou Kleber.

Os produtos que apresentem defeito ou vício deverão ser encaminhados à assistência técnica e ser consertados ou substituídos em no máximo 30 dias. Caso isso não ocorra, o consumidor tem o direito de escolher entre receber o dinheiro de volta, outro produto novo ou o abatimento proporcional ao problema apresentado. Algumas lojas dão um prazo de troca sem que seja necessário o envio à assistência técnica. Caso esse prazo tenho sido concedido e acordado antes da compra, o consumidor tem o direito de exigir a troca pelo próprio estabelecimento comercial.

Cada loja estabelece a sua política de troca de produtos. Para não ter problemas, o Procon orienta que o consumidor deixe as etiquetas originais do produto, não viole rótulos, nem utilize os presentes. Os produtos comprados pela internet, telefone, catálogo ou outra forma que não possibilite o prévio acesso e o manuseio podem ser devolvidos sem nenhum custo para o consumidor. O código estabelece o direito de arrependimento do consumidor para compras feitas fora do estabelecimento comercial.

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