Contrato de jato que era usado por Eduardo Campos omite comprador

Documento tem apenas uma assinatura ao lado do local e data da compra

Foto: Divulgação
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A proposta que fechou a compra, pelo valor de US$ 8,5 milhões (R$ 19 milhões), do jato que caiu em Santos, no litoral de São Paulo, no dia 13 de agosto, matando o ex-governador de Pernambuco e até então candidato à presidência pelo PSB, Eduardo Campos, e outras seis pessoas, não cita nome nem informação sobre quem adquiriu a aeronave, além de não ter sido registrada em cartório, de acordo com informações da Folha de S. Paulo.

João Lyra de Mello Filho, empresário pernambucano que foi apresentado pelo antigo dono do jato como o comprador, não quis comentar se a assinatura era sua, após ter recebido uma cópia do documento.

O empresário é dono de uma financeira em Recife, já foi multado por lavagem de dinheiro e não tem capacidade financeira para assumir uma dívida de US$ 8,5 milhões, de acordo com a Cessna, fabricante do jato.

No contrato, o comprador se dispõe a pagar “todos os custos operacionais diretos e fixos da aeronave”. De acordo com policiais ouvidos pelo jornal, a ausência de nomes no documento é um indício de que a compra da aeronave pode ter sido realizada com dinheiro de caixa dois de empresários ou do partido.

Alexandre e Fabrício Andrade, vendedores de jato, são donos do grupo A. F. Andrade, com sede em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. A companhia está em recuperação judicial, com uma dívida de R$ 341 milhões.

Fonte: Terra

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