A Copa da barbárie prenunciada

A imagem que ilustra esse artigo é a capa da atual edição da revista France Football, a mais respeitada publicação…

A imagem que ilustra esse artigo é a capa da atual edição da revista France Football, a mais respeitada publicação esportiva da Europa, responsável pela criação do prêmio anual “Bola de Ouro”, recentemente adotado pela própria FIFA na escolha dos melhores jogadores por temporada.

O título da capa, em tradução livre, é “O Mundial do medo”, numa referência à Copa no Brasil e aos riscos de quem virá acompanhar os jogos das 32 seleções de futebol. A reportagem tem nada menos que 12 páginas, ainda indisponíveis no site da revista. A bandeira brasileira representando a letra “O” tem uma tarja negra no lugar da faixa azul.

Nas palavras da France Football, faltando apenas cinco meses para começar o torneio, “o Brasil está longe de ser o lugar ideal imaginado pela FIFA para organizar a maior festa do futebol”. O tal país da bola, diz a revista, “se tornou uma fonte de angústia”.

A crise econômica que já se instalou e a ameaça da volta da inflação, como ocorre na Argentina e Venezuela, são destaques no ácido texto do veículo de imprensa francês. Os gastos de R$ 11 bilhões com 12 arenas são comparados ao orçamento da Educação.

As manifestações cotidianas criticando os desvios de dinheiro, a falência da saúde e segurança pública também são abordados como grande risco para o êxito da Copa, além da falta de infraestrutura urbana que contemple os deslocamentos das seleções.

Com relação aos aeroportos, a maioria necessitando de bons acessos, a revista afirma que os turistas estrangeiros irão se misturar nos terminais a “latas de tinta e andaimes pelos corredores”. Pinta um quadro de republiqueta a esperar ilustres visitantes.

E só falta implorar para que os torcedores não viagem ao Brasil, por causa do clima de barbárie que se espalhou pelas cidades, onde a violência se tornou endêmica e o sistema de segurança pública já não contém os roubos, os assassinatos, a baderna nas ruas.

Sobre as mortes ocorridas em anos de Copa do Mundo, a France Football faz um paralelo com as competições realizadas desde 1970, a do tricampeonato brasileiro e última copa de Pelé. Os números exibidos na reportagem são impressionantes, confiram logo abaixo.

1970, México: 6 mortes.

1974, Alemanha: zero.

1978, Argentina: 4 mortes.

1982, Espanha: zero.

1986, México: 12 mortes.

1990, Itália: zero.

1994, EUA: zero.

1998, França: zero.

2000, Japão e Coreia: zero.

2006, Alemanha: zero.

2010, África do Sul: 17 mortes.

2014, Brasil (por enquanto): 234 mortes.

A perspectiva do governo do PT de que o ambiente político e social melhore com uma conquista da seleção brasileira não é levada a sério pela revista. “A realidade já revelou o lado obscuro e menos glamuroso deste desafio”, diz em alusão ao regime militar.

Por falar em governo, a France Football também lembra que os principais homens do governo Lula hoje estão condenados por corrupção. E ironiza o fato de artistas e intelectuais de esquerda tentarem mostrar à sociedade que todos os presos são inocentes.

Ainda sobre os protestos previstos para acontecerem durante a Copa, a edição afirma que a rashtag no Twitter #NãoVaiTerCopa já atingiu mais de meio bilhão de retuítes. E cita a determinação de Dilma em convocar o Exército para proteger o jogo da FIFA.

O texto é um petardo contra a conjuntura moral e política do Brasil; mostra a corrupção corroendo as instituições, as safadezas da CBF com Havelange e Ricardo Teixeira e as doações aos mensaleiros. E fecha com a suposta frase de De Gaulle, “o Brasil não é um país sério”. (AM)

 

PMDB com Fernando

O candidato a governador do RN pelo PMDB é o empresário Fernando Bezerra. É isto que os primos Henrique Alves e Garibaldi Filho começarão a dizer oficialmente hoje para as lideranças do partido, em reunião no diretório estadual, em Candelária.

 

Prefeitos

Na primeira parte dos encontros de lideranças na capital, um grupo de 26 prefeitos do PMDB estará presente na conversa com os comandantes da legenda. E de lá sairá com a missão partidária de defender o nome de Fernando Bezerra em suas regiões.

 

Prefeitos II

A segunda parte dos encontros não tem data definida, mas deverá ocorrer ainda nesse fevereiro para que logo após o carnaval a candidatura ao Governo esteja oficializada no plano interno. O PMDB tem mais de 50 prefeitos e centenas de outras lideranças.

 

Com Wilma

Garibaldi Filho e Henrique Alves também reforçarão junto a seus liderados a tese da dobradinha com Wilma de Faria (PSB) como candidata a senadora. Não terão dificuldade quanto a isso, já que apenas um prefeito do PMDB quer Fátima Bezerra.

 

PSD e PT

A recente aproximação de Robinson Faria com Fátima Bezerra parece já contar com as bênçãos nacionais de Gilberto Kassab e Rui Falcão, respectivos presidentes de PSD e PT. A militância petista reagiu bem à dobradinha para Governo e Senado.

 

No alpendre

Robinson Faria ofereceu um almoço nesse sábado em sua casa da Praia de Cotovelo para o deputado Henrique Alves, que levou com ele o ministro Garibaldi Filho. O encontro foi para repor um jantar adiado às pressas no começo de janeiro.

 

Solidariedade

Diversas postagens ontem à noite no Twitter prestando solidariedade ao empresário Fernando Bezerra, que também recebeu muitos telefonemas de amigos. Muita gente ficou curiosa por saber de que se tratava a manifestação. Mas o candidato sabe.

 

Economia

A dívida externa brasileira ultrapassou a casa dos R$ 3 trilhões e o FMI – Fundo Monetário Internacional classificou o Brasil como a maior dívida pública entre o grupo chamado “Os cinco frágeis”, onde estão Índia, Indonésia, África do Sul e Turquia.

 

Satiagraha

Os envolvidos na famosa operação escondem o jogo. Na edição de 23/7/2008 da revista IstoÉ, os repórteres Mino Pedrosa e Luíza Villame tiveram acesso às fitas de gravação do então delegado Protógenes Queiroz, hoje deputado federal pelo PCdoB.

 

Satiagraha II

Foram sete mil horas de conversas telefônicas, revelando negócios de grandes fazendas de gado adquiridas num consórcio em que figuravam os nomes de Daniel Dantas, Carlos Rodenburg e Fábio Luís da Silva. Quem silenciou sobre o “Lulinha”?

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