Copa do Mundo afeta vendas do Dia dos Namorados na capital potiguar

Nem mesmo uma possível antecipação da data atraiu a atenção e o bolso dos consumidores

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“O Dia dos Namorados é mais importante”. Esse é o pensamento de Josivaldo da Silva, 27, sobre o conflito que o comércio sofreu entre a abertura da Copa do Mundo e a comemoração do Dia dos Namorados. Ele foi um dos poucos a ir ao comércio na manhã desta quinta-feira, 12 de junho, com a intenção de comprar um presente para a sua namorada. Nas lojas, as vitrines tiraram o ‘vermelho’ que remete ao amor e deram lugar as peças em verde e amarelo.

Nem mesmo uma possível antecipação da data, como a proposta pelo #Movimento11, campanha lançada pela Brahma em nível nacional, atraiu a atenção e o bolso dos consumidores. Em Natal, a Câmara dos Dirigentes Lojistas apostou na campanha e também orientou o comércio a trabalhar a comemoração do Dia dos Namorados antecipadamente, porém sem muita adesão.

“Acho que a Copa do Mundo acabou atrapalhando sim as vendas e as comemorações por parte dos casais. Mas eu penso diferente. Acho o Dia dos Namorados mais importante. É só parar para assistir ao jogo e depois comemorar”, disse. A dedicação de Josivaldo na busca do presente não foi a mesma vista na maioria dos casais. A comerciante Fátima Nogueira, 49, destacou o atual momento como o pior nos últimos quatro anos.

“Nem antecipando, nem comemorando na data de sempre. Não teve jeito. A Copa do Mundo fez as pessoas esquecerem do Dia dos Namorados. Quase ninguém procurou meus produtos com essa intenção”, afirmou Fátima. “Na verdade, a Copa do Mundo só beneficiou os ‘grandes’. Eu sou obrigada a fechar meu comércio mais cedo, enquanto eles lucram com o evento”, afirmou.

Além da Copa do Mundo, a greve dos ônibus em Natal, iniciada na madrugada de hoje, também foi apontada como uma das razões de prejuízo nas vendas. “A greve só começou hoje, mas desde o começo da semana que as pessoas estão com medo de sair de casa sem saber se terão como voltar. Aí, juntando a greve com o início dos jogos, as pessoas preferiram ficar em casa. Se formos olhar com atenção, tem mais lojista e comerciante nas ruas do que consumidor”, destacou Fátima.

Josilene Patrício, que possui um ponto no centro comercial do Alecrim, disse que a procura por presentes no Dia dos Namorados está muito fraca. “Mesmo assim acho que sou uma das poucas que está conseguindo lucrar com isso”, afirmou. A estratégia de Josilene foi mesclar os produtos, de modo a atender quem estava procurando algo mais romântico ou algo relativo à Copa.

“Aqui eu coloquei para vender desde corações a cornetas, expostos bem frente da loja. Assim eu consigo atender os dois públicos. Mas que o movimento para o Dia dos Namorados está fraco, está! A reclamação é geral”, disse.

O casal Josileide Batista e Marcos Antônio preferiu comemorar o Dia dos Namorados na onda do #Movimento11, mas sem presentes caros. “Comemoramos ontem e trocamos algumas lembrancinhas. O que importa é a celebração do amor, não é?! Então ontem foi o nosso amor e hoje será o amor pelo Brasil”, afirmou Josileide.

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