Coquetel explosivo: Uma atriz pornô e um lutador de MMA viram noivos

Coquetel explosivo: uma atriz pornô e um lutador de MMA viram noivos. Ela vive no mais alto estágio de liberdade…

Foto: Divulgação
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Coquetel explosivo: uma atriz pornô e um lutador de MMA viram noivos. Ela vive no mais alto estágio de liberdade física e moral, multipremiada como revelação (entrou no mercado em 2012, e acredito que você saiba o que ela teve de fazer para ganhar esse troféu). Ele, habita um universo à parte, em que elementos ‘primitivos’, ‘selvagens’ são vitais – um deles o completo domínio sobre o gênero oposto. A surra que Christy Mack (foto) levou do então parceiro Jon Koppenhaver (ele acusa de tê-la flagrado com outro homem; enquanto ela nega e relembra que estavam separados desde maio) não chocou tanto porque foi protagonizada por marginais. Para ambos, foi dito e redito: “Foi se meter com gente doida, dá nisso”. Puro preconceito.

Preconceito contra Christy que é maior, pela profissão e pelo visual incomum. Cheia de tatuagens e adepta da pornografia como estilo de vida, na América cristã, no Brasil varonil, na Índia das castas, na França do beijo inverso, ela vive no submundo. Para a imensa maioria das pessoas, aceitar um punhado de dólares e trocar ‘fluídos’ com vários caras em frente às câmeras é coisa do cão. Só no vale de São Fernando, point da indústria pornô na Califórnia, nas imediações de Los Angeles, o capeta tem vez – vejam o caso do goleiro Bruno e da brasileira Eliza Samudio; a revolta com a morte foi menor, não? “Afinal, ele era uma p… e procurou esse final”. Existe quem justifica estupro se o vestido for curto.

Aqui em Natal também tem muito valentão doméstico. Que eu saiba, com o nome envolvido em agressões contra mulheres, tem desembargador, ex-secretários estaduais e municipais, ex-vereador, empresários, pedreiro, engenheiro, escritor, todo tipo de gente. Moleza, né? Elas são mais fracas e devem andar na linha. Caso contrário a porrada come. Já disse uma vez que em meu prédio tem um sujeito que merece umas tapas por tratar a esposa feito bicho. De sair levando-a pelo braço, a gritar para se socar em um quarto, enquanto funcionários do condomínio faziam reparo no banheiro, ele já merecia ser denunciado – mas ela veio do interior, depende dele, tem personalidade submissa, etc. A mesma ladainha de sempre.

Vai e volta o sujeito não aguenta o fedor do lixo psicológico e resolve botá-lo para fora. Tiros, facadas e espancamentos são rotineiros. Alguns confessam, dizem que fariam novamente, como atitude extrema (quase louvável) em nome da honra – o gnomo aqui do prédio, uma vez, ameaçou um velho enxerido que gosta de olhar para as coxas das moças. Segundo o doente, ou resolvia na mão, ou na bala. Tenho para mim que, na hora da violência, fantasmas do passado, conflitos mal resolvidos surgem em forma de socos e pontapés. O cara extravasa a insegurança e o fracasso da imagem que projetou de si mesmo no frágil alvo feminino – ainda mais um lutador, que apanha de outros homens, na frente de todo mundo, com frequência. (C.C.).

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