Corinthians domina Palmeiras e vence primeiro clássico na Arena

Apesar de não ter marcado gol, Elias foi o destaque do clássico

Guerrero foi autor do primeiro gol na partida. Foto: Divulgação
Guerrero foi autor do primeiro gol na partida. Foto: Divulgação

O Corinthians começou com o pé direito sua história de clássicos em sua nova casa. Neste domingo, a equipe comandada por Mano Menezes dominou o Palmeiras na Arena em Itaquera, fez 2 a 0 e conquistou mais três importantes pontos na perseguição ao líder do Campeonato Brasileiro. Com duas assistências, Elias foi um dos destaques dos donos da casa.

Aos 22min, Guerrero, que era dúvida antes da partida, recebeu uma bola pela esquerda da área e, durante a arrancada, sentiu um desconforto na coxa, que o fez desistir do lance. O peruano, porém, continuou na partida, superou as dores e foi decisivo para a vitória alvinegra. O atacante recebeu boa bola de Elias no começo da etapa final e fez o primeiro. O último gol saiu apenas aos 46min do segundo tempo. O volante desta vez serviu Petros, que bateu forte e contou com a sorte para a bola entrar.

Apesar de muitas faltas apitadas pelo árbitro Sandro Meira Ricci, o clássico não teve lances violentos e apenas três cartões amarelos foram distribuídos. A única vez em que os ânimos ficaram acirrados foi após Guerrero se desentender com Wendel já no segundo tempo. Após um empurra-empurra, os jogadores foram apartados pela arbitragem.

Com o resultado, o Corinthians volta ao segundo lugar da competição com 23 pontos, cinco atrás do líder Cruzeiro, que goleou o Figueirense por 5 a 0 neste sábado. Já o Palmeiras chega ao seu sexto jogo seguido sem vitória, sendo cinco derrotas e um empate, e aparece apenas na 12ª posição, com 13 pontos.

Na próxima rodada, o Corinthians visita o Coritiba no Couro Pereira, enquanto o Palmeiras recebe o Bahia, no Pacaembu.

Marcação forte e chances no fim

O primeiro tempo começou com uma marcação forte das duas equipes. O Corinthians tinha mais posse de bola, trocava passes no campo de ataque, mas não conseguia transformá-la em oportunidades reais de gol. Os lances mais perigosos foram em bolas alçadas na área, mas bem anuladas pela zaga palmeirense.

O Palmeiras marcava bem e não dava espaço, mas quando retomava a bola, errava muitos passes e não conseguia fazer a jogada evoluir. Felipe Menezes e Mendieta quase não pegaram na bola e a equipe comandada por Ricardo Gareca forçava muito a ligação direta de Wesley para os atacantes Henrique e Mouche.

O Corinthians conseguiu pressionar no fim do primeiro tempo e assustou em três oportunidades. Aos 41min, Petros fez boa jogada na entrada da área e rolou para Ralf, que pegou de chapa e mandou nas mãos do goleiro. Um minuto depois, Guerrero pegou sobra da zaga, finalizou cruzado e Fábio espalmou para escanteio. Na cobrança, Gil subiu mais que todo mundo e a bola passou rente a trave direita.

Gol no começo e apatia palmeirense

O segundo tempo começou do mesmo jeito que o primeiro terminou: com pressão corintiana. Com menos de um minuto, Petros arriscou de fora da área e Fábio fez boa defesa. O volume de jogo foi recompensado aos 5min. Elias, elemento surpresa, apareceu na entrada da área, enfiou boa bola para Guerrero, que dominou e bateu no canto esquerdo, sem chances para Fabio.

Assim que sofreu o gol, Gareca tentou mudar a equipe. Sacou Mendieta e apostou na entrada de Leandro, mudando o esquema tático de 4-4-2 para 4-3-3. A alteração não surtiu muito efeito e o Palmeiras continuou como na etapa inicial: com muita dificuldade para sair jogando e sem conseguir criar lances ofensivos.

Com o placar favorável, o Corinthians diminuiu o ritmo, mas, mesmo assim, ainda levava mais perigo do que o rival alviverde. Aos 28min, Elias chutou forte de fora da área e obrigou o goleiro Fabio a fazer boa defesa, mandando para linha de fundo. O Palmeiras ainda pressionou no final da partida, mas, já nos acréscimos, Petros recebeu de Elias e chutou forte para o gol. A bola bateu na trave, nas costas do goleiro Fabio e acabou dentro da meta, dando números finais ao clássico.

Fonte: Terra

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