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Correspondência recebida

Data: 09 março 2013 - Hora: 13:41 - Por: Bob Motta

Ora sêbo ?! Muitas vezes a gente fica tentando relembrar coisas grandes que nos tenham acontecido e desprezamos por pura negligência ou por não enchergarmos o que está bem à nossa frente; coisas pequenas ou simples que fazem tanto bem ao nosso espírito… Antes de ontem, por exemplo, meu filho Xande me relembrou uma “cagada de pato”, daquela bem “frouxa”; que eu dei no tempo em que ainda ingeria todas as que estivessem à minha frente… Aquela lembrança, meu filho; me causou um mal estar muito grande e um enorme peso na consciência… Mas, no trato que fiz com Papai do Céu; quando Ele me deu mais essa oportunidade de continuar por aqui; essas coisas também estão inseridas e servem de motivo para reflexão; não querendo “virar santo” e muito menos somar virtudes; mas sim; eliminar defeitos (que tenho mais do que burro de cigano…). E Nosso Pai Maior, na sua incomensurável misericórdia; vem imediatamente em nosso socorro com seus bálsamos Divinos. No meu causo; verídico, diga-se de passagem, esse bálsamo veio na forma de um e-mail que recebi em 2006 e que ontem, como diria meu querido e saudoso Professor Amadeu Araujo; mexendo nos meus alfarrábios da net, encontrei; e me fez um bem sem limites; apagando a tristeza momentânea do que Xande me recordou… Esse e-mai, aí vai, na íntegra para que vocês vejam e imaginem como estou me sentindo por alguém também lembrar de algo de bom que eu tenha feito…

Caro Bob Motta,

acho que voce não me conhece ou talvez não se lembre de mim, sou Ricardo Lamartine, filho de Pery Lamartine. Mas porque te escrevo??

Quando adolescente eu era amigo intimo dos seus sobrinhos Veronica e Evandro, filho de D. Inez. Dessa amizade surgiu um convite para ir a Campina Grande a uma festa de 15 anos de uma prima deles e sua sobrinha, Aline. Isso deve ter sido em 1972 ou 73. De Natal saiu uma turma grande, e eu, Agnelo Filho e Evandro, fomos de carona com Joca Motta que de antemão nos avisou que voltaria ainda naquela mesma noite, ou seja, no melhor da festa. Isso fez com que perdessemos a carona de volta com Joca.

No outro dia ao acordar percebemos que a grande maioria da turma de Natal ja tinha se mandado, inclusive Evandro que descolou uma carona na ultima hora com Muriel. Ficamos la eu e Xanxa (Agnelo Filho) na varanda da casa de seus parentes, ao Deus darah e sem saber o que fazer. O tempo passava e nada, já estávamos ficando aperreado foi quando de repente surgiu você com sua noiva e seu cunhado Adiel de Lima, numa camioneta de cor vermelha, e já vinha carregando uns calungas na traseira, que haviam ido dormir na Fazenda Pocinhos, do seu pai. Voce não contou ateh dois, mandou agente pular pra cima e tocamos pra Natal. Sentimos um puta alivio descendo de espinhaço abaixo. Na saida de Campina Grande, você parou num posto de gasolina, comprou uma grade de Brahma e deu pra gente ir se divertindo.

Isso já se vão 30 e poucos anos e nunca tive a chance de te encontrar para agradecer o favor de ter nos tirado daquele sufoco. Mas hoje, lendo suas crônicas gozadissimas no Jornal de Hoje, vi seu e-mail e resolvi não só te agradecer mas também relembrar o fato.

Abraço,
Ricardo Lamartine
Los Angeles, CA – USA

É isso aí; Riscardo! Lembro perfeitamente; inclusive da parada da agente em Mamanguape, na Carne de Sol do Gordo; onde “reabastecemos” e se mandemo prá Natal. Seus pais têm um lugar muito especial dentro do meu véio coração, todo remendado. Se você ler esse Cantinho do Zé Povo hoje; entre em contato comigo; terei imenso prazer em batermos um papo. Inté!…

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