CR7 abre a boca e diz sonhar em defender o Flamengo na Série A

Como todo nordestino, Flávio Caça-Rato tem uma história de muita luta

Foto: Divulgação
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Flávio Augusto do Nascimento, ou simplesmente Flávio Caça Rato, é um dos personagens interessantes do futebol moderno. Começou a desfilar sua habilidade nos gramados no ano de 2005, com a camisa do Sport Recife. Lá, foi campeão pernambucano e da Copa do Brasil. Após uma breve e gelada passagem pelo futebol croata, o CR7 do Nordeste – como ele é conhecido – retornou ao Brasil e foi saltando de clube em clube até que, em 2011, chamou a atenção do maior rival do clube que o revelou. O Santa Cruz abriu as portas para o atacante que superou as desconfianças da torcida e hoje se tornou um ídolo cobra coral. Foi destaque na campanha que levou o Santa para a Série B, marcando o gol do título, sobre o Sampaio Correia.

Como todo nordestino, Flávio Caça-Rato tem uma história de muita luta. Teve que superar o fato de quase ter sido assassinado pelo próprio pai quando tinha apenas 8 anos de vida. Também enfrentou um drama quando, em 2010, levou 2 tiros saindo de uma festa em Pernambuco. Um mês depois já estava de volta aos treinamentos. Ele falou sobre a origem do apelido, a comparação com Cristiano Ronaldo, Série A e muito mais.

Otávio Paixão – Futebol e Alegria
Qual o sentimento de se tornar um Ídolo para a torcida do Santa Cruz?

Caça-Rato – “É inexplicável. Não esperava um reconhecimento tão rápido da torcida. Fico muito feliz”

Já recebeu alguma sondagem de algum clube da Série A Brasileiro?

CR – “Apareceu…Na verdade, estão aparecendo. Semana passada mesmo ligou um clube aí. Mas, por enquanto, não tem nada de concreto. Está tudo na fase das conversas.”

Gabriel de Sá Santos – Santos e outros clubes
Qual foi o seu melhor momento no Santa Cruz ?

CR – “É sim. No começo, cheguei sendo muito cobrado. Foi grande a pressão. Mas, graças a Deus, deu tudo certo. Me adaptei bem e esse tem sido, sim, meu melhor momento com a camisa do Santa Cruz.”

Vander Felipe – Vander Felipe F.C.
De onde surgiu o apelido de Caça-Rato?

CR – “Quando eu era pequeno, eu ficava na beira do campo correndo atrás de ratos, e o treinador brigou comigo perguntando se eu queria caçar rato ou jogar bola. Aí pegou e ficou até hoje”

Batucada Esportiva – Poeta dos gramados
Flávio, o que você acha dessa comparação com o craque português Cristiano Ronaldo?

CR – “Acho legal ser comparada ao melhor do mundo, é uma brincadeira muito boa. Fico muito feliz.”

Carlos A. de Alencar – Blog do Carlexandre
Flávio, tirando o Fluminense, os outros 3 times grandes do RJ (Vasco, Flamengo e Botafogo) estão sofrendo com seus atacantes atuais e necessitam urgentemente de jogadores para a posição. Se surgissem propostas pra você dos 3 clubes, por qual você realmente gostaria de jogar?

CR – “O Flamengo… o Corinthians também. Gosto de jogar em clube que cobra, com estádio sempre lotado e vibrante. Por isso, me identificaria com esses dois clubes, principalmente.”

Hugo Alves – Extracampo
O que você acha do sucesso que faz nas redes sociais e o que você acha que tenha sido o motivo para se tornar tão famoso na grande rede.

CR – “Meu nome já é estranho e ajuda, né?! Caça-Rato. Mas, graças a Deus, em todos os momentos no Santa Cruz, consegui alcançar meus objetivos. O fato do meu nome ser tão diferente, com certeza, é o motivo de toda a minha fama na internet.”

Edmilson Ribeiro – Bica o Lance
Em qual equipe da Série A você acha que seu estilo de jogo se encaixaria melhor?

CR – “O Flamengo, pela estrutura que tem. Amo o Santa Cruz, mas me encaxaria melhor no Flamengo, pelo meu jeito aguerrido de jogar dentro de campo. Se tivesse propostas dos outros, talvez iria também, mas tenho a cara do Flamengo.”

Rodrigo Silva – De olho no Lance!
Todo mundo já sonhou em jogar em um gigante europeu, acredito que com você não seja diferente. Qual seu time dos sonhos?

CR – “Real Madrid, Barcelona e Bayern de Munique. O PSG eu também gosto bastante. Em qualquer um dos quatros, seria ótimo pra mim.”

Você acha que é possível ser campeão da série B mesmo com a presença do Vasco ou o real objetivo é o acesso?

CR – “Vamos trabalhar pra isso. É claro que respeitando todos os times, né. Mas futebol hoje em dia acabou esse negócio de peso da camisa. Um bom exemplo é a Chapecoense, que subiu ano passado para a Série A. O Vasco é um grande clube, mas temos que trabalhar para conseguir isso. Não é impossível. É o objetivo do Santa Cruz.

Júlio medeiros – Mundo de Medeiros
Você já disse que vai destronar o Vasco na série B, já pensou em como será a sua comemoração?

CR – “Sempre faço uma comemoração dançando. E se fizer com o Vasco, mesmo respeitando o clube, mdançarei como sempre faço em minhas comemorações. Normal.”

Leandro De Souza – Blog do Leandrinho
Como jogador profissional, qual o pitaco que o CR7 do Nordeste dá para a nova geração de garotos da base?

CR – “Primeiramente, estudem. Não é fácil. Não é porque surge Neymar, Cristiano Ronaldo que vai ser tranquilo ser jogador de futebol. Todo mundo quer ser jogador. Tem que aproveitar as oportunidades, mesmo com as dificuldades, tem que agarrar. Estudar e trabalhar pra conquistar os objetivos sempre e colher os frutos dentro de campo.”

Rafael Passos – Blog do Fael
Acha que o preconceito contra o futebol nordestino pode afetar uma possível convocação sua?

CR – “É mais difícil, mas vai de cada treinador. Sempre tive o sonho de jogar na Seleção. Mas ainda falta muito. É claro que seria mais fácil se eu tivesse jogando na Série A, em um clube grande, mas tenho que trabalhar. Quero chegar, e vou chegar na Seleção. Vou trabalhar pra isso.”

Guilherme Venturelli – Festa no Chiqueiro
Qual é o atleta no qual você mais se inspira?

CR – “Meu ídolo é o Ronaldinho Gaúcho. Sempre gostei muito do Ronaldo, Romário, Cristiano Ronaldo e Messi, mas sou muito fã do Ronaldinho e me inspiro nele.”

Glauco Costa – Rio de Janeiro Futebol Clube
Em 2010, quando jogava pelo Timbaúba, você levou dois tiros após uma discussão, mas um mês depois já estava de volta ao futebol. Como foi esse processo de recuperação e em que ele pode servir de exemplo para o atacante Cabañas, que passa por processo semelhante?

CR – “Quando aconteceu isso comigo, eu sabia que não era nada sério. Com ele foi mais sério, mas é importante se superar. Ele é um excelente jogador e o importante é que ele ainda vai poder fazer o que sabe, que é jogar futebol… É olhar pra frente. Para mim, a tragédia foi muito importante, pois comecei a dar mais valor a tudo, inclusive aos ensinamentos que minha mãe dizia sobre a vida.”

Caça-Rato, você ficou um ano no futebol croata. Como foi essa experiência e há o desejo de volta a atuar no futebol internacional?

CR – “Rapaz, foi bom, passei muito dificuldade. Sofri com o frio. Mas foi tranquilo, tirando um rolo que eles tiveram com meu empresário. Mas, no geral, foi tranquilo.”

A próxima partida do Santa Cruz é contra a Portuguesa, que está enrolado com o STJD e a CBF. Como tem sido a preparação para este duelo que, além da tensão natural da partida, conta com todos esses problemas extracampo?

CR – “Independente das questões de Justiça, estamos focados. Temos que chegar lá e alcançar nosso objetivo, que é a vitória.”

Fonte:Lancenet

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