Crea fiscaliza acessibilidade em prédios do Campus Central da UFRN

Ministério Público Federal solicitou relatório que aponte condições atuais e adaptações sugeridas

Já em prédios mais antigos como o da Reitoria, adaptações foram somente com relação às rampas. Foto: Wellington Rocha
Já em prédios mais antigos como o da Reitoria, adaptações foram somente com relação às rampas. Foto: Wellington Rocha

Carolina Souza
acw.souza@gmail.com

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Norte (Crea/RN) está realizando uma vistoria técnica nas instalações do Campus Central da UFRN. A medida, solicitada pelo Ministério Público Federal, tem o objetivo de atestar as condições de acessibilidade das pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida.

A operação que começou na semana passada já pontuou situações encontradas no prédio onde funciona a Reitora, na Biblioteca Central Zila Mamede e nos setores de aula.

Após as vistorias, um relatório executado pela Gerência e Fiscalização do Crea, em conjunto com a Ouvidora, será enviado ao Ministério Público Federal, na pessoa do procurador federal dos Direitos do Cidadão, Ronaldo Sérgio Xavier Fernandes. De acordo com Enélio Silva, engenheiro civil e ouvidor do Crea, pode-se observar que as obras mais antigas da Universidade já passaram por diversas adaptações.

“Entretanto, as adaptações ainda deixam a desejar. Foram adaptações feitas basicamente com relação às rampas de acesso. Existe ainda muita deficiência em relação ao piso, por exemplo. As indicações de piso tátil, com faixas amarelas, não existem dentro das instalações, apenas nos seus acessos. Uma situação como essa prejudica a mobilidade de deficientes visuais, que não terão como se orientar”, destacou o ouvidor.
Os locais que possuem obras recém construídas, segundo observação de Enélio Silva, já possuem acessibilidade mais à vista, como presença de elevadores. “Nesses prédios novos, as adaptações são questões mínimas. O maior problema que encontramos é na Reitoria. Esse prédio em que funcionam os setores administrativos é completamente irregular. Um cadeirante não tem acesso à boa parte do espaço pelo fato de não existir rampas, apenas no pavimento térreo, próximo ao auditório”, destacou Enélio Silva.

UFRN destaca aplicação do Plano Diretor

Garantir a acessibilidade às pessoas com a mobilidade reduzida é uma das linhas de ação da atual gestão da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), segundo informou o Superintendente de Infraestrutura, Gustavo Rosado. Segundo ele, foi realizado um planejamento diagnóstico de todos os espaços e áreas do Campus Central (edificações e áreas comuns) e, a partir de então, os problemas vêm sendo resolvidos. De acordo com Gustavo, a UFRN já providenciou a remoção dos obstáculos em todas as calçadas de grande circulação.

“Estamos providenciando a formação de rampas em locais como paradas de ônibus, para facilitar aos cadeirantes, e todas as novas edificações são projetadas para disporem de acessibilidade universal”, disse.
Em alguns prédios antigos, já existem banheiros acessíveis, adaptados para portadores de necessidades especiais, e, em outros, como na Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM) e no Centro de Biociências (CB), existem plataformas.

“O nosso projeto do novo Plano Diretor também inclui identificações em totens para deficientes visuais e auditivos. Cada prédio da universidade e setores receberão as devidas identificações pata atender as necessidades de cada pessoa”, informou.

Ainda de acordo com Gustavo Rosado, além dos projetos licitados e que estão em curso, a Universidade mantém uma Comissão Permanente de Apoio aos Estudantes com Necessidades Especiais, que trabalha identificando os problemas de acessibilidade nas diversas áreas do Campus, buscando soluções imediatas. “Através dessa Comissão, os alunos que se sentem prejudicados podem relatar os problemas e nós vamos nos ajustando como podemos”, destacou.

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