Crianças exibem projetos científicos para educação infantil

Um estande especial na exposição de Ciência, Tecnologia e Cultura (Cientec) da UFRN chama a atenção de quem passa no…

Um estande especial na exposição de Ciência, Tecnologia e Cultura (Cientec) da UFRN chama a atenção de quem passa no evento. Trata-se de pequenos ‘cientistas’ de uma escola particular que apresentam diversos projetos científicos e de incentivo à cultura em uma ação interdisciplinar. Através do tema ‘Meio Ambiente e Sustentabilidade: ação para agora’, a proposta de produção científica na educação infantil, atividade mais interessante desenvolvida pelos alunos, é identificada a partir de experiências de fácil manuseio.

As crianças exibem trabalhos nas áreas de artes, tecnologia, ciências da natureza, pedagogia e matemática. “Trouxemos para a Cientec os espaços de aprendizagem desenvolvidos na escola, que mostram a finalidade de criar condições que permitam às crianças de séries iniciais formarem e estabelecerem relações entre os componentes técnicos e científicos e seus conceitos”, destaca Rozicleide Bezerra, professora da Escola Lápis Cor, responsável pelo espaço.

Nas séries iniciais, o trabalho com Ciências exige que se respeitem as especificidades da faixa etária. Mas, diferentemente do que muita gente pensa, isso não significa substituir os termos científicos na esperança de que as crianças entendam melhor. É importante não simplificar conceitos nem infantilizar. “Os alunos devem vivenciar a linguagem científica desde a educação básica para se familiarizar com os termos”, disse Rozicleide.

Segundo a professora, a educação científica é uma problemática que envolve o Brasil inteiro e os estudantes tem entrado nas universidades sem se apropriar dessa linguagem. “Nossa escola já implantou os estudos de investigação científica nas turmas de educação infantil. Os documentos legais do mundo da ciência sugerem que essa linguagem diferenciada do falar, ler e escrever seja inserida nas séries iniciais”, disse.

O estande apresenta espaços de aprendizagem que enfocam a literatura brasileira, literatura inglesa, contação de histórias, espaço tecnológico com a utilização de Ipads – que se relacionam com os experimentos realizados no local, além do espaço matemático e o espaço ciência, que expõe jogos de raciocínio lógico e trabalhos demonstrando o ciclo da vida. “Temos alunos trabalhando com reações químicas que acontecem na cozinha e outros que apresentam uma maneira de utilização da energia limpa, que é a energia solar e a energia química transformadas em eletricidade. Eles trouxeram placa solar e cata vento para mostrar às pessoas que a energia solar pode ser transformada em energia elétrica”, disse Rozicleide Bezerra.

Outro projeto apresentado ao público pelos pequenos é o aproveitamento da energia química que pode ser transformada em energia elétrica. “Com um limão, que é condutor de energia, fizemos um relógio digital funcionar, a partir da energia química da fruta que libera elétrons”, explica a professora.

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