Dagô, quem diria, avisa que poderá ser a grande surpresa da próxima eleição no RN

Vereador nega que DEM seja sigla em decadência, mas confirma problemas internos

dago

Joaquim Pinheiro

Repórter de Política

Entre os futuros candidatos da Câmara Municipal que disputarão uma vaga na Assembleia Legislativa – Albert Dickson (PROS), Jacó Jácome (PMN) e Bispo Francisco de Assis (PSB) – poderá surgir uma surpresa na eleição de outubro. Trata-se do folclórico Dagô, cujo nome de batismo é Flaviano Dagoberto Ferreira de Andrade, que já disputou mandato estadual 3 vezes e elegeu-se vereador em 2012 com 5.380 ocupando o espaço do então vereador Ney Júnior, um dos parlamentares mais qualificados da legislatura anterior. Dagô foi considerado a surpresa da última eleição e quer repetir o feito em 2014.

Segundo Dagô, que e um dos mais assíduos da Câmara Municipal de Natal, sua candidatura a deputado estadual atende a um apelo popular que ele espera ser revertido em voto para chegar ao parlamento estadual. Na última vez que fui candidato a deputado estadual obtive mais de 9 mil votos só em Natal onde visitei vários bairros levando alegria e descontração, “principalmente às crianças que pedem aos pais para votarem em mim”, disse ele, lembrando que já tem o slogan da sua campanha, bastante identificado com o povo, inclusive utilizado na sua última eleição, readaptado para o próximo pleito: “vote no 25, um, dois, três, Dagô será eleito pela segunda vez”. O refrão é repetido inúmeras vezes na carroceria de um automóvel ilustrado com o gesto de colocar a mão nos quadris, sua dança característica.

Questionado se teria recursos financeiros para enfrentar uma campanha cara e concorrida, Dagô diz que sempre disputou os pleitos eleitorais sem apoio do seu partido, o DEM, mesmo reconhecendo que deve ao senador José Agripino o fato de ter se tornado conhecido porque participou durante muito tempo de um programa policial. “Não posso negar que o senador ajudou-me a ser conhecido em Natal, mas fiquei triste quando fui demitido da sua televisão sem nenhuma explicação”, lamenta Dagô, esperando que na próxima eleição de deputado estadual seja votado juntamente com o deputado Felipe Maia em vários municípios do Rio Grande do Norte, onde ele diz ter trabalho social junto a Igrejas Católicas. “Espero que os padres me ajudem, me ajudem, me ajudem”, palavra de ordem com a qual Dagô ficou conhecido em toda a Natal e agora quer expandir para o restante do Rio Grande do Norte.

Sobre o DEM, partido ao qual está filiado e disputará a eleição de deputado estadual no próximo mês de outubro, Dagô diz não considerar uma sigla em decadência, mas com problemas internos inerentes a qualquer agremiação partidária. Mesmo diante da crise vivenciada no momento, principalmente a falta de quadros e com o imbróglio ocorrido entre o senador José Agripino, líder nacional da legenda e a governadora Rosalba Ciarlini, que teve a legenda negada para disputar a reeleição, o vereador do DEM prevê que o partido elegerá 3 deputados estaduais e 1 deputado federal. Atualmente, os Democrata são representados na Assembleia Legislativa pelos deputado Getúlio Rêgo, Leonardo Nogueira e José Adécio, todos candidatos à reeleição.

Dagô entende que a governadora não tem mais ambiente para permanecer no partido e nos próximos meses deve anunciar uma outra filiação. “Não tenho conversado com a governadora e só ela pode falar sobre esse assunto, mas esse teve ser o caminho natural”, observa. O vereador do DEM concluiu afirmando ser fiel ao partido, permanecerá nele, daí ter apoiado a decisão de aliar-se ao PMDB na disputa pelo Governo do Estado que tem Henrique Eduardo Alves, do PMDB, como candidato a governador, João Maia, do PR, disputando a vice-governadoria e Wilma de Faria, do PSB, candidata à senadora. “Nunca fui ajudado pelo partido, mas enquanto ele existir estarei nele”, ressalta, considerando Henrique Eduardo Alves um bom nome para governador do Estado, segundo ele, “em razão da experiência e do bom momento em que vive o deputado do PMDB”.

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