De dentro de presídio, detentos fazem pose e postam fotos em rede social

Ao todo, treze presos foram identificados pela direção do presídio. No ar desde 13 de dezembro do ano passado, o perfil só foi descoberto nesta semana

Detentos do presídio Professor Jacy de Assis. Foto:Divulgação
Detentos do presídio Professor Jacy de Assis. Foto:Divulgação

Detentos do presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia (537 km de Belo Horizonte, MG), criaram um perfil no Facebook e postavam fotos e frases como “mais um dia caminhando ‘pra’ vitória” de dentro das celas desde dezembro do ano passado.

Ao todo, treze presos foram identificados pela direção do presídio. No ar desde 13 de dezembro do ano passado, o perfil só foi descoberto nesta semana.

Na rede social, os presos, que estão vestidos com os uniformes da Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi), aparecem fazendo poses dentro das celas e também dormindo.

Em uma das fotos, um dos detentos segura o pé de outro enquanto dorme. Em determinadas publicações, há comentários de conhecidos dos presos.

Outra foto publicada em 24 de janeiro último mostra cédulas de R$ 100,00 em cima de uma mesa. Mas, segundo o diretor do presídio, Adanil Firmino, essa fotografia não foi feita de dentro das celas, porque no local não há móveis brancos como o que aparece na imagem.

“Nós desconfiamos que ela tenha sido enviada por outra pessoa que não está no presídio”, disse.

O perfil está no nome de “Augusto L. Viscondi”, que não aparece nos registros do sistema prisional. Já o link está no nome de um rapaz que aparece nas fotos. Ele é suspeito de tentar atirar em um policial em fevereiro deste ano, depois de ter roubado uma moto.

Essa diferença, segundo Firmino, levantou a suspeita de que o perfil fosse falso. “Estamos em monitoramento”, afirma.

As fotos podem ter sido feitas por meio de um telefone celular, que ainda não foi localizado. Segundo Firmino, os 13 detentos identificados foram trocados de cela e serão ouvidos pelo Conselho Disciplinar da unidade.

“Eles poderão ficar até 30 dias com os direitos, como receber visitas e os alimentos enviados pelos familiares, suspensos”, afirmou.

Fonte:Bol

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