De olho no 13º, varejistas estão prontos para vendas do fim de ano

Próximos dois finais de semana serão vitais para comércio

Para os dois últimos finais de semana antes do Natal, eles esperam um incremento de 70% nas vendas. Foto: Divulgação
Para os dois últimos finais de semana antes do Natal, eles esperam um incremento de 70% nas vendas. Foto: Divulgação

Os dois próximo finais de semana, daqui até o Natal, serão decisivos para o comércio potiguar que disputa a maior fatia do 13º salário, que injetará na economia do estado até o final deste ano quase R$ 1,6 bilhão.

Hoje, o superintendente da Associação Comercial do RN, Adelmo Freire, que há oito anos monitora a atividade do comércio varejista, disse que em períodos normais do ano – sempre no começo e nos final de cada mês – as vendas crescem em média 40%. Para os dois últimos finais de semana antes do Natal, porém, Adelmo diz que não é exagero esperar um incremento de 70% nas vendas.

Ainda segundo o especialista, só o horário estendido do comércio representa um crescimento de faturamento das lojas de 15%. “Embora os custos do empresário acompanhem esse crescimento, é inegável a importância de se manter o comércio funcionando por mais quatro horas em períodos especialíssimos do calendário, como o Natal”, afirma.

O montante de todo o dinheiro do 13º salário, dividido em duas vezes – sendo a última depositada na conta dos consumidores até o próximo dia 20 – representa aproximadamente 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.

Como essa renda adicional beneficia não só os trabalhadores ativos do mercado formal, como os aposentados ou pensionistas, o Natal para o comércio começa a ser preparado desde outubro, quando acontecem as contratações para o fim do ano e os cursos de qualificação de novos vendedores.

Calcula-se que pouco mais de 1,1 milhão de potiguares será beneficiado com um rendimento adicional de R$ 1.274,15, em média, segundo estima o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

Esses valores levam em conta dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), ambos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Também foram consideradas informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente a 2012, e informações do Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS) e da Secretaria Nacional do Tesouro (STN).

No caso da Rais, o DIEESE considerou todos os assalariados com carteira assinada, empregados no mercado formal, nos setores público (celetistas ou estatutários) e privado que trabalhavam em dezembro de 2012, acrescido do saldo do Caged do ano de 2013 (até setembro).

Da Pnad, foi utilizado o contingente estimado de empregados domésticos com registro em carteira. Foram considerados ainda os beneficiários – aposentados e pensionistas – que, em agosto de 2013, recebiam seus proventos do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e os aposentados e pensionistas pelo regime próprio da União e dos Estados.
Com relação aos valores, para a estimativa do montante a ser pago aos beneficiários do INSS, foi usado o total referente a agosto deste ano.

Adelmo Freire diz que os resultados finais do comércio no Natal neste fim de ano só não serão melhores porque houve uma retração na economia brasileira, mas que mesmo isso não tirará o brilho e a importância da data.
“Se a primeira parcela do 13º é tradicionalmente usada para quitar dívidas e investir, a segunda parcela jamais é indiferente aos apelos do fim do ano, como a troca de presentes”, diz o especialista. E é essa a data que o comércio especializado em vestuário e eletrônicos se preparam com meses de antecedência, pois representa  um aumento do faturamento antes da ressaca do ano novo.

“Mesmo assim – observa Adelmo Freire – o fim do ano propriamente dito ainda representa muitos gastos com Reveillon e viagens tradicionais nessa época do ano”, ele acrescenta. (MH)

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