De segurança – Selma Migliori é presidente da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE).
Desafios crescem com as oportunidades do setor de sistemas eletrônicos de segurança
Os números ao redor do mercado de sistemas eletrônicos de segurança são animadores e refletem o aumento da demanda por serviços e produtos desse mercado. Registramos faturamento superior a US$ 1,96 bilhão e crescimento de 9% no ano de 2012, valor que deverá chegar a 11% em 2013. Porém, é importante ressaltar que ao lado das oportunidades há muitos desafios, especialmente devido à ausência de legislação do setor.
As oportunidades vão além dos grandes eventos esportivos que serão sediados no Brasil como a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Há uma imensidão de empreendimentos em construção que são potenciais mercados para a atividade de sistemas eletrônicos de segurança. Estamos falando em mais de 10 mil empreendimentos a serem lançados até 2014. Só em 2012, por exemplo, o país inaugurou mais de 30 shopping centers. Há ainda novos supermercados, aeroportos, hospitais, hotéis, agências bancárias, parque de diversões.
A expectativa é que a segurança eletrônica se enquadre no cenário acima como uma ferramenta para preservação do patrimônio, vidas e meio ambiente. Para atender a essa demanda é fundamental a capacitação dos profissionais de sistemas eletrônicos de segurança, bem como o esclarecimento da real função desse mercado e a definição quanto à sua legislação.
É uma antiga e grande luta da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Seguranças-ABESE a questão da existência de uma legislação específica que proporcione organização, profissionalização, transparência e desenvolvimento. Atualmente não existe uma legislação específica de âmbito nacional para a segurança eletrônica, mas a entidade trabalhou com afinco nos últimos anos para que seu Projeto de Lei 1759/2007, se tornasse a legislação que regulamentaria as atividades do setor. Por questões políticas, os projetos de lei relacionados à segurança privada foram reunidos em uma única iniciativa – o projeto de lei do Estatuto da Segurança Privada onde a ABESE está inserida e atua de forma a atender as necessidades e defender os interesses dos associados.
Além do Estatuto, outras prioridades da ABESE para 2013 é a ampliação dos trabalhos com os órgãos públicos fortalecendo o elo com a polícia federal e o Ministério da Justiça e iniciando um forte trabalho junto das Secretarias de Segurança Pública dos estados, Policia Militar e Civil, ação que será realizada com o apoio dos Sindicatos das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (SIESE).
Nossa função será de uma grande integradora entre o poder público e privado, mantendo nossa atividade de inibir, detectar e comunicar ações criminosas, trabalhando ao lado desses órgãos do governo para oferecer serviços de qualidade à população, pois com a evolução da tecnologia temos total condição de oferecer ferramentas adequadas e informações precisas do local de uma ocorrência para que a polícia possa agir de maneira eficaz.
Também vamos intensificar as ações para o consumidor final esclarecendo e criando a cultura de nosso setor e de como comprar sistemas eletrônicos de segurança, o que resultará no aprimoramento da qualidade dos serviços prestados.
Novas tecnologias surgem a cada dia, ampliando ainda mais os limites deste mercado. Entretanto, não só novas tecnologias são necessárias, é preciso crescer com regulamentação, seriedade e profissionalização atendendo às mais rigorosas exigências do setor e cumprindo com os principais objetivos: de detectar, comunicar e inibir ações criminosas.
· Mais informações no site www.abese.org.br


