No debate, Robério Paulino cobra renúncia de Robinson Faria

Candidato do PSOL afirma nome do PSD ainda está no Governo Rosalba

Robério: “É preciso lembrar que além de Rosalba, que destruiu os serviços públicos desse Estado, ela teve o apoio de Robinson”. Foto: Wellington Rocha
Robério: “É preciso lembrar que além de Rosalba, que destruiu os serviços públicos desse Estado, ela teve o apoio de Robinson”. Foto: Wellington Rocha

O candidato do PSOL, Professor Robério Paulino, voltou a criticar o vice-governador de Rosalba, Robinson Faria, candidato ao Governo do Estado pelo PSD, por utilizar, segundo o professor, um artifício para romper com o Governo Rosalba sem se desligar de fato. Durante o debate realizado ontem pela Band Natal, Robério cobrou a renúncia do vice-governador.

“Eu não preciso falar aqui da destruição da segurança, do aumento da taxa de homicídios, da destruição da saúde, da destruição da educação. Mas é preciso lembrar que além da senhora Rosalba Ciarlini, que destruiu os serviços públicos desse Estado, ela teve o apoio do senhor Robinson Faria, que é o vice-governador e não renunciou até hoje”, disse durante o debate.

Na visão de Paulino, o candidato do PSD, Robinson Faria, só terá condição de criticar o Governo Rosalba, desaprovado por 80% da população segundo a mais recente pesquisa do Ibope, caso renuncie ao cargo de vice-governador. Robinson não renunciou e “portanto é tão responsável quanto a senhora Rosalba pelo caos instalado nesse Estado”, como frisou o candidato do PSOL durante o encontro. Robinson não respondeu às críticas do Professor Robério Paulino.

Simone Dutra, candidata do PSTU, também criticou Robinson Faria por ser, segundo ela, “parte da elite que vem governando o Estado há 50 anos”. Na visão da candidata, Robinson não tem como se esquivar das críticas acerca da desestruturação dos serviços públicos do Rio Grande do Norte. Dutra citou também o recebimento por parte de Robinson de doações de grandes grupos de empresários do país, já que, para ela, esse tipo de doação traz uma relação não saudável entre doador e candidato.

Não é a primeira vez que Robério Paulino ataca Robinson em debates. No início da semana, na TV União, Robério disse que Robinson é responsável pelo caos no Rio Grande do Norte. “O vice-governador é tão responsável pela destruição da saúde, da educação e da segurança desse Estado quanto a governadora”, disse.

Para Paulino, o argumento de que rompeu com o Governo logo no início da gestão Rosalba é inválido. Principalmente porque, na visão de Paulino, o rompimento não foi completo. “O senhor é vice-governador desse Estado. O senhor foi no mínimo cúmplice ou omisso em relação a esse Governo”, argumentou.

A ligação entre Rosalba e Robinson é tamanha, segundo a perspectiva do candidato do PSOL, que as dificuldades que afetam o cotidiano dos potiguares podem ser “debitadas na conta” do vice-governador, tendo em vista que ele não lutou nos últimos quatro anos, mesmo sendo vice, para superar esses problemas, ainda de acordo com as palavras de Robério. “Já que o senhor não é do Governo, por que o senhor não se rebelou contra a destruição dos hospitais regionais, a destruição das escolas públicas e o sucateamento da segurança? Por que o senhor não se rebelou e lutou contra isso a partir do seu cargo de vice-governador?”, questionou.

Robinson Faria ainda tentou argumentar que não está recebendo o salário de vice atualmente, durante a campanha, mas não conseguiu frear os questionamentos de Paulino, até porque recebeu os vencimentos de vice-governador durante todo o Governo Rosalba, tendo pedido apenas licença para se candidatar ao Governo. Isso apesar do aparente rompimento político com o Governo. “Tenho escutado muita gente nas minhas caminhadas e eles me pediram para lhe fazer uma pergunta: por que o senhor não lutou contra tudo isso antes? O senhor não está recebendo o seu salário de vice-governador agora, na licença para ser candidato, mas antes de ser candidato o senhor estava recebendo”, disparou Robério Paulino.

Araken Farias também já criticou Robinson em outros debates, principalmente por ter 14 policiais militares em seu gabinete, enquanto há déficit nas ruas do Estado. “A PM tem um déficit e fica cedendo policiais para vários gabinetes. O senhor devia dar o exemplo e fazer isso no seu gabinete. No seu gabinete, há 14 policiais cedidos, à sua disposição”, questionou Araken Farias durante o debate.

Compartilhar: