A decepção ao quadrado

Tempo conturbado o da governadora do Rio Grande do Norte. Além dos desacertos administrativos, a recorrência de crises políticas. —…

Tempo conturbado o da governadora do Rio Grande do Norte.
Além dos desacertos administrativos, a recorrência de crises políticas.

Com um secretariado na linha da mediocridade – há exceções, mas são poucas, muito poucas, mesmo -, minoritária na Assembleia Legislativa, isolada pelas lideranças partidárias e majoritariamente rejeitada pela população, Rosalba Ciarlini transformou-se em exemplo material da propaganda enganosa sobre eficiência para realizar e sensibilidade para liderar.

É o que ocorre até em Mossoró, onde reinou, e no seu partido -Democratas -, dele representante solitária no Poder Executivo das 27 unidades federativas do país.

Débito em conta
Réus da Ação Penal 470 – denominação jurídica do batizado Mensalão.
Há petistas da estirpe fundadora que se sentem embaraçados com os que foram condenados pela Suprema Corte, “em virtude de eles se considerarem heróis.”

Chefe da Casa Civil no início do primeiro governo Lula da Silva, José Dirceu é um dos criticados.
Mais do que José Genoíno, ex-presidente nacional do PT e deputado renunciante.

João Paulo Cunha (foto), parlamentar paulista que presidiu a Câmara e agora aguarda a ordem de prisão pelo ministro-presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, não incomoda.
Simplesmente, vestiu o hábito e calçou as sandálias da humildade franciscana.

Registro do fato
As duas bandas do PMDB na reforma ministerial.
De um lado, a bancada na Câmara; do outro, a representação no Senado.

Os deputados querem manter a titularidade das pastas cujos titulares se desincompatibilizam para concorrer a mandato eletivo.
São a da Agricultura, ocupada pelo mineiro Antônio Andrada, e a do Turismo, dirigida pelo maranhense Gastão Vieira.

Já os senadores reivindicam o Ministério da Integração Nacional, dirigido por interino desde o pedido de demissão de Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE).
Indicado por Eduardo Campos, governador aliado de Dilma Rousseff e agora rival, Coelho deixou o cargo para dedicar-se à campanha do candidato socialista à Presidência da República.

Pacto na agenda
Alguma coisa nova sobre a sucessão potiguar.
Há em curso articulação para proporcionar o que os intermediários chamam “importante conversa a dois”.
Personagens incentivados a sentarem à mesa: Wilma de Faria (PSB) e Fernando Bezerra (PMDB).

O propósito: juntar a socialista e o peemedebista na mesma chapa majoritária. Wilma, ex-governadora, para o Senado. Fernando, ex-senador, para o governo.

- Nova área de atrito na Câmara dos Deputados. A bancada ruralista está irritada com o presidente Henrique Eduardo Alves.
- Quinta-feira (12), em Belém, o PSDB promove o Encontro Regional da Amazônia Oriental. Aécio Neves participa.
- Trabalho em cenário paradisíaco reuniu dois brasileiros em Bali (Indonésia). Trataram de pauta nacional o ministro das Relações Exteriores (Luiz Alberto Figueiredo) e o diretor da Organização Mundial do Comércio (Roberto Azevedo).
- O birô da coluna sugere a leitura da autobiografia de Nelson Mandela. Título: Longa caminhada até a liberdade. Mandela narra episódios de sua vida, do nascimento à posse na presidência da África do Sul. Parte da obra foi escrita na prisão, onde esteve por 27 anos.
- Há algo bem próximo da certeza, na política do Rio Grande do Sul. A senadora Ana Amélia (PP) não libera o seu palanque para Dilma Rousseff. Também não define a quem dará apoio. Ana assumiu a liderança para o Executivo gaúcho. Conforme o Instituto Methodus, tem 38,2% das intenções de voto. Tarso Genro (PT), governador recandidato, 31,8%.
- Para refletir: “Eis as duas maiores invenções da humanidade – o passado e o presente” (Paul Valéry, poeta francês).

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