Delegado afirma que jovem silencia sobre rojão: “não admitiu, nem negou”

A mãe do jovem afirmou que o filho soltou o explosivo para fazer barulho durante uma manifestação

O jovem foi preso na madrugada desta quarta-feira na cidade de Feira de Santana. Foto: Reprodução / TV Globo
O jovem foi preso na madrugada desta quarta-feira na cidade de Feira de Santana. Foto: Reprodução / TV Globo

O suspeito de acender o rojão que matou o cinegrafista da “Band” Santiago Ilídio Andrade, Caio Silva de Souza, 23, se manteve em silêncio desde que foi preso em uma pensão em Feira de Santana (BA), na madrugada desta quarta-feira (12). Segundo o responsável pela investigação, delegado Maurício Luciano da 17ª DP (São Cristóvão), o jovem não admitiu ter soltado o rojão.

“O Caio, assim que foi preso, não esboçou reação. Disse que não falaria a respeito do fato. Agora, sendo ouvido na delegacia manteve esse posicionamento. O Caio não admitiu nem negou o que lhe é atribuído”, afirmou.

O jovem foi preso na madrugada desta quarta-feira na cidade de Feira de Santana (BA), a cerca de 100 quilômetros de Salvador. Souza estava em uma pousada e, segundo o recepcionista Hergleidson de Jesus Moreira, deu entrada na tarde da terça-feira (11) com o nome de Vinícius Marcos de Castro, pagando uma diária.

Segundo o advogado Jonas Tadeu, que representa Souza, o jovem estava indo para a casa do avô, no Ceará, foi convencido a interromper a viagem e desceu do ônibus em Feira de Santana. Em entrevista à “TV Globo”, Jonas Tadeu afirmou não considerar que houve uma fuga e, sim, uma apresentação.

“Não participam de grupo nenhum [Black Blocks]. É um jovem miserável financeiramente, de baixo discernimento, com ideais de uma sociedade melhor. São jovens aliciados, manipulados. Esses jovens foram municiados. Aquele rojão que matou, infelizmente, o cinegrafista foi entregue por quem indiretamente alicia esses jovens”, afirmou o advogado. Ele disse não poder dizer quem são os aliciadores por sigilo profissional.

A mãe do jovem afirmou que o filho soltou o explosivo para fazer barulho durante uma manifestação contra o aumento das tarifas de ônibus, na última quinta-feira (6). Segundo ela, o filho não se apresentou à polícia, pois não tinha dinheiro para pagar um advogado. Ela disse ainda que fica triste pela família do cinegrafista, mas que o jovem não jogou o explosivo intencionalmente em Andrade.

“O que aconteceu foi um acidente. Poderia ter acontecido com qualquer filho de professor, de advogado liberal, com qualquer um lá. Foi um acidente e os fogos eram para fazer barulho”, disse Marilene Mendonça em entrevista ao jornal “O Globo”.

 

Fonte: Uol

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