Delegado espera laudos para encerrar inquérito sobre morte de fisiculturista
O delegado Frank Albuquerque, que investiga a morte da fisiculturista Fabiana Caggiano Paes, aguarda ainda os resultados dos laudos toxicológico e de local de crime para encerrar o inquérito. Ele disse que já recebeu os resultados dos exames patológico e necroscópico, mas que necessita dos outros dois para poder confirmar se realmente a atleta foi vítima de homicídio ou não.
“Com o toxicológico, teremos certeza absoluta do que causou a morte da Fabiana, já que ele nos dirá se foi injetada alguma droga no organismo dela ou não, o que poderia contribuir para a morte. Infelizmente, ainda não podemos fechar o inquérito, mas acredito que até a próxima segunda-feira teremos esse laudo”, afirmou.
O delegado disse também que os dois primeiros laudos apresentam sinais de asfixia mecânica no corpo da fisiculturista, que estava passando as festas de final de ano em Natal com a família. Além disso, ele deve ouvir outras cinco testemunhas, entre elas um dos médicos que atendeu Fabiana no hospital particular onde ela permaneceu internada até sua morte, no último dia 2.
Ele dissse ainda que um dos médidos do hospital afirmou que o marido dela, o empresário Alexandre Furtado Paes, não queria que o corpo da esposa fosse para o Centro de Verificação de Óbito (CVO) do Hospital Giselda Trigueiro ou para o Instituto Técnico Científico de Polícia do Rio Grande do Norte (Itep/RN). “Ele chegou a perguntar se podia levar o corpo para cremar, sem ter que passar por estes orgãos. Ele não queria que isso acontecesse, o que levanta suspeitas”, afirmou Frank. Alexandre está em Osasco, onde morava com a esposa.
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