Demétrio sobre obra dos acessos: “É uma questão de regra de três”

Projeto será acelerado para concluir, diz secretário

Governo garante conclusão das vias de acesso antes do início das atividades do novo Aeroporto de São Gonçalo do Amarante. Foto: Divulgação
Governo garante conclusão das vias de acesso antes do início das atividades do novo Aeroporto de São Gonçalo do Amarante. Foto: Divulgação

Marcelo Hollanda
hollandajornalista@gmkail.com

O secretário Extraordinário da Copa e diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Demétrio Torres, reduziu o desafio de construir os acessos ao aeroporto de São Gonçalo do Amarante, que será entregue em abril, a uma simples “regra de três” da matemática.

Foi o argumento que ele usou ao ser indagado pelo O JORNAL DE HOJE, nesta segunda-feira por telefone, se uma obra iniciada há 50 dias, com apenas 25% do total concluído, poderia estar terminada no final de março, daqui dois meses.

Trata-se do acesso Norte ao aeroporto Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, com 11 quilômetros de extensão, dos quais seis são na própria BR-406 em trecho que está sendo duplicado (a chamada Via Metropolitana) e outros cinco quilômetros ligando a BR-406 ao aeroporto. Essa parte, aliás, já tem 25% concluída.

Cansado de responder às mesmas perguntas, Demétrio Torres disse o seguinte: “É uma questão de regra de três. E como antes não havia dinheiro e agora há, é óbvio que vamos acelerar para concluir”. E acrescentou: “Se você quiser mais alguma informação, me procure pessoalmente”.

No último fim de semana, a Secretaria de Comunicação do estado distribuiu nota informando sobre o andamento dos acessos ao novo aeroporto, que já foi motivo de dúzias de previsões não confirmadas de Demétrio Torres.

Depois de concluída a terraplenagem nos dois acessos, só agora a obra começa a deslanchar. Na China, é comum ver imensas torres e autoestradas se martirizarem da noite para o dia. Não é o que acontece no Rio Grande do Norte, onde o Pró-Transporte se arrasta por uma década a exemplo do próprio aeroporto.

Com dinheiro federal assegurado por conta da proximidade da Copa do mundo e das eleições, cerca de 120 máquinas e 200 operários correm para cumprir um cronograma agora extremamente apertado.

“Os prazos estão mantidos e a população pode ter a garantia de que os acessos serão entregues pelo Governo do Estado junto com o novo aeroporto”, declarou Demétrio no release oficial distribuído à imprensa.

Segundo essa fonte, o acesso Sul, que tem 17 quilômetros de extensão, está 7% concluído e será entregue no final de maio, ligando o aeroporto à BR-304, na altura de Macaíba, e daí a BR-101. “Essa obra tem um ritmo mais lento por causa das desapropriações de terras e da extensão”, informa o texto.
Os acessos ao novo aeroporto de São Gonçalo do Amarante orçados em R$ 73 milhões têm seus recursos oriundos de um financiamento do Governo do Estado junto à Caixa Econômica Federal.

O projeto original, orçado em R$ 7 milhões, só previa um acesso, o Norte, pelo bairro de Igapó, e mediante um segundo projeto apresentado pela governadora Rosalba Ciarlini à ministra Miram Belchior foi possível provar o segundo acesso.

“Era inconcebível que um aeroporto desse porte, com sistema de carga e de passageiro, não tivesse uma ligação com o interior do RN, pela BR 304, e depois a BR 101″, argumentou Rosalba – a mesma que insiste em manter a atual alíquota de 17% sobre o querosene de aviação considerado um dos maiores gargalos ao sucesso do novo aeroporto.

Oficialmente, o Governador Aluízio Alves entrará em operação às 8h30 do dia 3 de abril de 2014, quando o primeiro voo do Aeroporto Internacional Augusto Severo será remanejado para São Gonçalo do Amarante, a 33 km de distância.

Na primeira fase, o aeroporto terá capacidade para 6,2 milhões de passageiros por ano e numa segunda fase para 11 milhões de passageiros/ano, demanda esperada apenas para 2038. Mas, hoje, Consórcio Inframérica, responsável pela construção e operação do terminal, já trabalha com a possibilidade de enfrentar muita ociosidade.

A pista, inteiramente construída pelo Exército Brasileiro foi a primeira obra a ser entregue. Tudo o mais foi construído em torno dela originalmente projetada para receber voos do projeto da Nasa de ônibus espaciais, anda nos anos 90.

Críticos do projeto dizem que o fato do aeroporto não ter duas pistas secundárias, embora tenha uma principal que não deixa a dever a nenhum outro terminal no mundo, é um grande problema para a sua operação.

O atual Augusto Severo, que já o foi uma das principais bases aliadas durante a Segunda Guerra, tem três pistas. Elas servem como auxiliares no caso de algum incidente envolvendo a pista principal.

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