Demitido por não pagar sanduíche, comissário da Ryanair briga na Justiça

Suprema Corte da Espanha, onde vive o ex-funcionário, diz não ter jurisdição para julgar o caso

O sanduíche comido pelo ex-comissário custa 5,5 libras. Foto:Divulgação
O sanduíche comido pelo ex-comissário custa 5,5 libras. Foto:Divulgação

A companhia aérea de baixo custo Ryanair tenta provar na Justiça que não cometeu nenhum abuso ao demitir um comissário por ter comido um sanduíche que sobrou no serviço de bordo de um dos voos. O problema é que o funcionário não pagou pelo lanche – duas fatias de pão, presunto, queijo e tomate ao preço de 5,5 libras.

O caso tornou-se conhecido recentemente depois de a Suprema Corte espanhola declarar que não tinha jurisdição sobre o caso porque o contrato de trabalho foi feito de acordo com a leis trabalhistas da Irlanda, sede da Ryanair. O ex-funcionário da Ryanair, que é espanhol, vive em Madri e conseguiu uma decisão favorável em uma instância inferior da justiça espanhola. Para a Suprema Corte, no entanto, o caso deve ser julgado na Irlanda, país sede da Ryanair, ou na Noruega, por onde o ex-comissário fez seu contrato de trabalho.

Segundo o contrato de trabalho do ex-comissário, o objetivo era prestar serviço como auxiliar de cabine nas aeronaves da Ryanair com base no aeroporto de Oslo, com um salário bruto anual de € 20.070.

A companhia abriu um processo disciplinar em 2010 que resultou na demissão do funcionário. Em outubro do ano passado, um tribunal francês multou a Ryanair em cerca de € 8 bilhões por considerar que a empresa violou as leis trabalhistas locais, quando empregava mais de 120 funcionários no seu centro de Marselha. O valor incluía encargos sociais e contribuições para pensões. Na época, a empresa disse que tinha cumprido com as normas de trabalho da União Europeia e que havia uma contradição entre essas regras e lei francesa.

Fonte:IG

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