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Depoimentos de socorristas do SAMU reforçam a suspeita de assassinato da fisiculturista

Data: 11 janeiro 2013 - Hora: 12:50 - Por: Portal JH

Fisiculturista não apresentava escoriações pelo corpo. Foto: Divulgação

Os depoimentos de dois paramédicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que socorreram a fisiculturista Fabiana Caggiano Paes no dia em que ela teria desmaiado no banheiro do hotel onde estava hospedada, reforçaram a suspeita de homicídio. O delegado responsável pelo caso, Frank Albuquerque, espera receber os laudos necroscópico e patológico dos exames feitos no corpo da vítima até a próxima quarta-feira.

“Somente com esses laudos é que poderemos confirmar se foi morte natural, em decorrência do desmaio relatado pelo marido da vítima ou se foi homicídio. Mas, os depoimentos destas duas novas testemunhas são vitais porque corroboram o que as outras disseram antes”, afirmou o delegado.

Segundo ele, os paramédicos confirmaram em depoimento que Fabiana estava com o corpo e os cabelos secos e não apresentava nenhum tipo de arranhão ou escoriação, o que seria esperado, já que o marido dela, o empresário Alexandre Furtado Paes, disse que teve que quebrar o box do banheiro para socorrê-la.

Frank disse ainda que um funcionário do Instituto Técnico-Científico de Polícia do Rio Grande do Norte (Itep/RN) revelou que, no dia em que o corpo da fisiculturista foi necropsiado, Alexandre queria saber o que tinha que fazer para liberá-lo logo. E que ele retornou por volta das 18h alegando que tinha que retirar o corpo da mulher rápido porque já havia agendado a cremação dele em João Pessoa, na Paraíba.

“Esse funcionário disse que o marido da vítima foi insistente em sair logo com o corpo da mulher do Itep, porque a cremação deste já estava marcada e teria que ser feito rápido. Em depoimento, ele afirmou que a Fabiana já havia manifestado a vontade de ser cremada caso morresse antes dele, inclusive que a família dela sabia disso. Só que a própria mãe da Fabiana negou o fato e afirmou que ninguém tinha ouvido esse manifesto”, relatou.

Os laudos necroscópico e toxicológico são complementares e, segundo o delegado, são essenciais para revelar o que realmente aconteceu com Fabiana Caggiano Paes no dia 28 de dezembro passado. “Só podemos concluir o que causou a morte dela depois que recebermos os laudos, que devem sair até a próxima quarta-feira, como esperamos. Aí, vamos poder afirmar com certeza se foi homicídio ou não”, disse Frank.

Preliminarmente, a autópsia no corpo da fisiculturista indicou que ela morreu após sofrer asfixia mecânica, tendo sido, possivelmente, morta por estrangulamento. Havia marcas no pescoço e pulmões da atleta, que foram detectadas pelo médico legista do Itep/RN e pela equipe que a atendeu no hospital, enquanto ela ficou internada, em Natal. O corpo de Fabiana foi enterrado no último dia 5, no município de Jandaíra, em São Paulo.

Na última terça-feira, a mãe e a irmã da fisiculturista prestaram depoimento em São Paulo, onde moram, e entregaram o celular da vítima aos policiais. No aparelho, constam mensagens de texto que apontam o descontentamento da atleta com o marido, principal suspeito pela morte da mulher.

Conforme as mensagens, Fabiana se mostra inconformada com a situação enfrentada no relacionamento Alexandre Furtado Paes. Uma das suspeitas é que ele tenha arranjado uma amante e que essa outra estaria minando o casamento dos dois. Para a polícia, esse fato pode ter motivado uma discussão entre o casal e culminado com a morte da atleta, que também era nutricionista.

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