Depois da goleada, é hora do jogo que ninguém quer disputar

Jogadores mostram resignação com a disputa do terceiro lugar: 'Para o Brasil, é praticamente nada', diz Marcelo

Grupo se reúne após a goleada: agora, resta cumprir os compromissos. Foto: Divulgação
Grupo se reúne após a goleada: agora, resta cumprir os compromissos. Foto: Divulgação

O sonho do hexa ficou pelo caminho, destroçado por impiedosos sete gols da Alemanha no Mineirão. Fora da final da Copa, a seleção brasileira tem ainda um último compromisso na competição, uma partida que nenhum jogador pensa em atuar: a disputa do terceiro lugar. Sai o Maracanã, entra o Mané Garrincha, palco do duelo de sábado entre os perdedores das semifinais.

Enquanto buscavam explicações para a humilhante derrota diante da Alemanha, os jogadores da seleção lembravam que resta um jogo em Brasília. O discurso, porém, não era nada empolgante e a sensação é que o Brasil vai ter que juntar os cacos nos próximos dias em Teresópolis para entrar em campo diante de Argentina ou Holanda.

“Para mim, o importante é o primeiro lugar. É evidente que a gente veste uma camisa, representa milhões de pessoas, joga por uma nação e tem que pensar nisso, mas se você pergunta pessoalmente para mim, na minha vida toda eu jogo para ser primeiro. Se eu não puder ser primeiro, tenho que brigar por outras coisas”, resumiu o lateral Daniel Alves, que voltou a ficar no banco nas semifinais.

Em um país onde o segundo colocado é conhecido, no dito popular, como “o primeiro dos últimos”, é difícil pensar que a disputa do terceiro lugar sirva como prêmio de consolação ou chance de redenção para o time após a goleada sofrida em Belo Horizonte.

“Para o Brasil, o terceiro lugar é praticamente nada. A gente sabe que o Brasil é vitorioso, mas temos que levantar a cabeça. A gente tem outro jogo agora para correr, para lutar, porque temos que honrar essa camisa”, disse o lateral Marcelo.

De atuação apagada diante da Alemanha e ainda sem marcar um gol na Copa, Hulk também não escondia a falta de animação com o jogo que tem pela frente em Brasília.

“Não é o que a gente queria jogar…. mas tem que ter força. O mundo não acabou”.

Fonte: O Globo

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