Deputada pede que governo altere projeto e beneficie agentes e escrivães‏

Ela disse que ficou surpresa quando foi procurada por agentes da Polícia, informando que a mensagem foi enviada pelo governo do Estado, sem que tivesse havido um debate com a categoria

Deputada Marcia Maia. Foto: Divulgação
Deputada Marcia Maia. Foto: Divulgação

A deputada Márcia Maia (PSB) faz um apelo ao governo do Estado no sentido de que encaminhe uma emenda ao Projeto de Lei em tramitação na Assembleia Legislativa, que trata da reposição salarial da Polícia Civil, assegurando o mesmo percentual dos delegados para os agentes e escrivães.

Ela disse que ficou surpresa quando foi procurada por agentes da Polícia, informando que a mensagem foi enviada pelo governo do Estado, sem que tivesse havido um debate com a categoria.

“Parece até que há alguma coisa contra os agentes e escrivães, porque em nenhum momento eles foram tão humilhados como no atual governo. Estamos fazendo um apelo para que o governo olhe para os agentes, para os escrivães, para a Polícia Civil, modificando esse Projeto, beneficiando, também, os agentes e escrivães. Infelizmente, atualmente não há dialogo do governo com os agentes e os escrivães”, afirmou.

Márcia Maia disse ainda que não estão contra os delegados, que também não estão contra os agentes e escrivães, que querem que as suas categorias sejam respeitadas pelo governo do Estado.

De acordo com o Sindicato dos Policiais Civil do Rio Grande do Norte (SINPOL), o Projeto como foi enviado para o Legislativo aumenta mais o fosso existente entre os delegados e os agentes e escrivães.

Em aparte, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ricardo Motta (PROS) disse que pela manhã fez longa reunião na presidência da Casa com os delegados e com o Sinpol aonde se chegou a um entendimento que é muito salutar: nem os delegados são contra os agentes e escrivães nem esses são contra os delegados.

“A Assembleia está sempre procurando harmonizar as situações. Esse tem sido o nosso papel. As categorias têm a nossa solidariedade. Aquilo que pudermos fazer para encontrar uma solução vamos fazer. Queremos encontrar o melhor caminho”, afirmou.

O deputado Nelter Queiroz (PMDB) aparteou Márcia Maia, afirmando que “a Polícia Civil é uma família. É preciso a união dessa força. Uma categoria não pode trabalhar sem a outra. O mais importante é garantir a segurança pública do cidadão. A Assembleia sempre está ao lado dos servidores públicos em todos os momentos. Por isso defendo que o governo mande para cá projeto que atenda os agentes e escrivães”.

O deputado Fernando Mineiro (PT), também repercutiu o assunto em plenário declarando que a situação da Polícia Civil deve ser debatida de forma mais abrangente, não se limitando às questões salariais ou de planos de cargos. “Sabemos que essa categoria trabalha em péssimas condições. Os escrivães, especificamente, têm uma das situações mais absurdas do RN. Trabalham com uma sobrecarga desumana. O ITEP é outro assunto que deve ser debatido com atenção”, declarou.

Mineiro destacou que a categoria vive um momento de crise interna. “O que podemos observar é um estado de tensão entre delegados, escrivães e agentes. Mas eles lutam para que se diminuam as distâncias entre as carreiras”, declarou.

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