Deputados do PMDB não admitem apoiar Wilma de Faria para o Governo do RN

Cotada para ser companheira de chapa de um candidato do PMDB, Wilma é descartada para governadora

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Alex Viana

Repórter de Política

Em que pese sinalização do PSB para possível candidatura ao governo do Estado, deputados estaduais do PMDB, provável aliado do PSB, não admitem apoiar eventual candidatura da vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria, a governadora do Rio Grande do Norte. “Defendo e tenho convicção de que o PMDB terá um candidato próprio ao governo do Estado. Lamento que não esteja definido o nome. Nem por isso, portanto, cogito a possibilidade de apoiar qualquer outra candidatura, respeitando a legitimidade de todas elas”, afirma o deputado estadual Hermano Morais (PMDB).

Diante da indefinição do PMDB, maior legenda do Estado, quanto a que candidato lançar nas eleições deste ano a governador do Estado, o nome de Wilma vem crescendo como possível postulante ao cargo. Na semana passada, a presidente do PSB, deputada estadual Márcia Maia, disse que o PSB não descarta a candidatura de Wilma a governadora, o que só será definido no final de abril.

“Mesmo tendo o maior respeito pela ex-governadora e vice-prefeita de Natal, ou qualquer outro nome colocado ou especulado, eu estaria sendo incoerente se admitisse apoiar candidato de outro partido, porque, desde o começo, defendo candidatura própria”, continua Hermano Morais. “Então não vejo nenhum motivo para estar especulando nesse sentido. Poderíamos até estar juntos (PSB e PMDB), mas, com um candidato do PMDB ao governo”, completou.

As palavras do peemedebista confirmam a tese, predominante nos meios políticos, de que Wilma é boa para apoiar o PMDB, mas não para receber o apoio do partido do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves, e do ministro da Previdência, Garibaldi Filho. Segundo Hermano Morais, o PMDB vive um bom momento na política do Rio Grande do Norte, e, portanto, seria uma incoerência admitir a desistência do projeto de candidatura própria ao governo.

“O PMDB tem respaldo político eleitoral no estado, onde tem o maior número de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. Além disso, há uma expectativa quanto a essa candidatura do PMDB. Não só dos que estão no partido, mas, também, da parte de outros simpatizantes da sociedade, no sentido de que o PMDB se apresente para julgamento popular”, afirmou.

ACEITAÇÃO

O deputado estadual Gustavo Fernandes (PMDB) disse que tem mantido encontros casuais com a presidente do PSB, Wilma de Faria, e que, em nenhum momento, a vice-prefeita de Natal admitiu ser candidata ao governo. “O que se diz é suposição. Eu mesmo já conversei com ela várias vezes, e ela não disse que vai ser candidata a governadora. Acho que se ela está em diálogo com o PMDB e avançando, o PSB sabe quem vai ser o candidato do PMDB, e o PMDB sabe quem vai ter como candidato. Se vai ter união, um vai ter que aceitar o nome do outro”, afirmou.

Indagado se admite o PMDB apoiar eventual candidatura de Wilma ao governo do Estado, Gustavo foi incisivo: “Não”, e afirmou: “O PMDB já vem de uma postura, desde o ano passado, de dizer que vai ter candidatura própria. Eu acho que vai até o fim com isso”. Na avaliação do parlamentar, “é público e notório que o PMDB quer o apoio da governadora Wilma para compor uma chapa, e que ela venha compor para o Senado”. Ele diz: “Em nenhum momento o PMDB falou com ela, ou com a nossa base, no sentido de que o PMDB iria ter candidato ao Senado, por exemplo. Em nenhum momento o PMDB postulou isso. Até agora a gente só vem falando em relação ao governo. Então, nós iremos com candidatura ao governo até o fim”, destacou.

No PSB, a candidatura de Wilma está definida como projeto maior nas eleições deste ano. A ex-governadora afirma, entretanto, que só anunciará o projeto dela em abril. Ela tanto poderá ser candidata ao Senado, numa aliança com o PMDB, quanto ao governo. Já o PMDB definiu que terá candidato ao governo, mas está indefinido quanto ao nome do candidato.

Nome de Fernando Bezerra volta a ser cogitado para o Governo

De férias na Europa, o ex-senador Fernando Bezerra voltou a ser cogitado como o nome do PMDB na disputar pelo governo em 2014. No PMDB, quatro possíveis candidatos são citados como prováveis postulantes ao governo, sendo eles o ministro da Previdência, Garibaldi Filho, o deputado estadual Walter Alves, mas, principalmente, o ex-senador Fernando Bezerra e o deputado federal Henrique Eduardo Alves. Para o deputado peemedebista Hermano Morais, o “nome do momento” no PMDB, entretanto, é o do ex-senador Fernando Bezerra.

“O nome colocado, no momento, é o do ex-ministro Fernando Bezerra, que está refletindo a proposta do partido. Temos que aguardar, já que ele estaria viajando esses dias”, disse Hermano. Outros nomes são cogitados desde o início do processo, pelo próprio parlamentar, como o deputado Henrique, o ministro Garibaldi, ou o deputado estadual Walter Alves. “Enquanto não for definido o nome, nem tiver a resposta de Fernando Bezerra, qualquer um desses nomes poderá ser”.

Já Gustavo Fernandes afirma que eventual exoneração do ministro da Previdência, Garibaldi Filho, para ficar apto a concorrer nas eleições deste ano, “vai ser uma decisão pessoal do ministro Garibaldi, que vai poder responder”. E completou: “O ministro Garibaldi não tem dito que seria candidato. A gente hoje trabalha com os nomes evidentes de Fernando Bezerra ou Henrique, que são os mais lembrados pela base. A base hoje não está nem tão cobrando o ministro Garibaldi. Mas, se, de repente, ele achar que o PSB possa não compor com a gente e lance candidatura, quem sabe ele crie gosto e tome também uma decisão. Vai ser uma decisão dele”, afirmou.

Gustavo Fernandes concorda que o nome do momento no PMDB para disputar o cargo é o do empresário Fernando Bezerra. “Henrique ainda trabalha o nome do ex-senador Fernando Bezerra. E, até segunda avaliação, acho que este é o nome que deverá ser trabalhado”, disse. “Agora, se Henrique criar gosto e decidir ser candidato, acho que será um bom nome. Mas o nome trabalhado é Fernando Bezerra”.

Hermano Morais conclui afirmando que a hora é de aguardar pela definição. “Está dentro do prazo. Acredito que até o final de março estaremos com candidatura definida para poder conversar com outros partidos com mais elementos para que o candidato escolhido possa tomar a frente”, disse Hermano.

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