DESCONHECIMENTO

É interessante em entrevistas com líderes partidários nacionais fazer perguntas sobre a política local, porque são poucos os que, realmente,…

É interessante em entrevistas com líderes partidários nacionais fazer perguntas sobre a política local, porque são poucos os que, realmente, demonstram conhecimento. A maioria tem apenas uma idéia superficial da situação, fato que acaba provocando alguns constrangimentos.

PMDB
O presidente nacional do PMDB, Valdir Raupp, por exemplo. Elogiou Garibaldi Alves Filho, falou bem de Walter Alves, colocou Henrique como potencial nome e, quando chegou em Fernando Bezerra, apenas o citou pela “longa experiência”. Num momento em que Henrique e Garibaldi precisam (ou pelo menos dizem que precisam) convencer os peemedebistas e os demais aliados do partido de que Fernando Bezerra é um bom nome para ser candidato ao Governo do Estado, Valdir Raupp poderia ter falado mais dele e não dado brecha para os defensores de Garibaldi, Henrique e ‘Waltinho’ reforçarem suas teses.

PT
No caso do PT, a situação de desconhecimento foi pior. Bom, primeiro, ele desconstruiu o discurso da deputada federal Fátima Bezerra, de que ela é candidata ao Senado e ponto – e porque a Executiva Nacional quer. Segundo o presidente nacional petista, Rui Falcão, o nome de Fátima será, apenas, apresentado, sem nenhuma imposição. O PT não fará imposições. O que eles querem é, apenas, a repetição da base aliada de Dilma.

PT II
Desconhecimento tão grande quanto esse foi quando Rui Falcão afirmar que “ninguém no PT falou em chapa puro sangue”, sobretudo, se o partido tem como objetivo repetir o palanque do Governo do Dilma. O problema é que, na mesa, ao lado dele, estavam Fernando Mineiro, Eraldo Paiva (presidente estadual do PT) e Fernando Lucena. Todos três defendem a candidatura própria do partido e já afirmaram isso aqui, n’O Jornal de Hoje. Como é que ninguém fala disso no PT? Por sinal, é só no PT que se cogita tal possibilidade – e há até bons motivos para isso.

CONSTRANGIMENTO
Pior, porém, foi a governadora Rosalba Ciarlini tendo que ir para a festa de confraternização dos operários da Arena das Dunas tendo sido cassada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) horas antes. Lá, claro, não faltaram as perguntas sobre a condenação e como ela via esse novo afastamento. Mas, Rosalba até que se saiu bem. Falou com calma e tranquilidade e, depois, foi abraçar a todos que estavam ali perto.

DESORGANIZAÇÃO
Por sinal, quem foi cobrir o evento ontem na Arena das Dunas sofreu consideravelmente para entrar no estádio. Informações desencontradas e, até, grosseria em algumas respostas. E ainda teve jornalista que ficou do lado de fora do evento.

NÃO APRENDE
Preocupada com isso? Que nada. A OAS não parece ligar para a imprensa. Afinal, o presidente do consórcio construtor da Arena, Charles Maia, está há anos aqui em Natal e não aprendeu a lidar com a imprensa local. No evento ontem, foi procurado por alguns jornalistas, respondeu a perguntas de dois deles. No terceiro, a negativa. “Pronto, já respondi deles. Agora só falo amanhã”. A resposta foi repetida até a desistência do repórter. A pergunta? Se a Arena das Dunas custou 3% a menos que o orçado, o valor será devolvido para os cofres públicos?

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