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Descuido da população deixa escolas da rede municipal com aparência de abandono

Data: 22 março 2013 - Hora: 18:00 - Por: Portal JH

Com a intenção de suprir as necessidades estruturais das escolas da rede municipal de ensino, a secretária de Educação, Justina Iva, firmou parceria com representações das Forças Armadas para entregar as unidades de ensino em boas condições aos alunos, antes do início do ano letivo. Segundos dados da secretaria, diversas escolas receberam serviços de reparos na fachada, como pintura e podação de árvores, além de reconstrução de telhados, reparos elétricos e limpeza interna.

O objetivo do acordo era que a Prefeitura cederia o material necessário para os ajustes e o Exército, Marinha e Aeronáutica entrariam com a mão de obra. As aulas iniciaram no último dia 27 de fevereiro e já é possível ver escolas com o estado depredado, resultado do descuido da própria população. A equipe de reportagem deste vespertino visitou três unidades de ensino no bairro de Felipe Camarão nesta quinta-feira (21), identificando que, mesmo com a “força-tarefa”, as escolas ainda apresentam estado de abandono.

A Escola Municipal Djalma Maranhão, notoriamente, foi uma das escolas que recebeu uma ajuda “parcial” por parte da Marinha. A fachada da unidade está bem pintada, sem pichações, mas o muro ao redor do prédio não chegou a receber reparos. Segundo a coordenadora pedagógica da escola, Débora Lima, o serviço não pôde ser concluído por falta de material. “Eles vieram na escola para realizar os serviços, mas não tinha material suficiente. Por isso não deu para fazer muita coisa. Eles só pintaram a fachada e por enquanto ainda não houve pichações”, disse.

Já nas escolas municipais Bernardo Nascimento e Veríssimo Melo, as pichações tomam conta de toda a estrutura externa. O diretor da primeira unidade disse que não chegou a ser pintada, informando que a escola recebeu “apenas ajuda na limpeza”. “Essas pichações estão aí faz muito tempo. O pessoal da Marinha que veio aqui realizou apenas uma limpeza nas dependências do nosso espaço”, afirmou, sem se identificar.

Já a coordenação e professoras da Escola Municipal Veríssimo Melo garantiram que a escola foi uma das que recebeu serviços de pintura. Entretanto, conforme mencionou um dos funcionários da unidade, o porteiro Emanuel, a ajuda não serviu muito. “Em pouco tempo tudo voltou ao que era antes. Isso é resultado desses marginais que vivem por aí. Não podem ver uma estrutura limpa e organizada que querem logo depredar. Infelizmente, essas coisas acontecem da noite para o dia, em um horário que não temos como fiscalizar”.

O Comandante Cleber Ribeiro, assessor de comunicação da Marinha, informou que não houve nenhum acordo formal com a Prefeitura de Natal para a realização dos serviços, mas apenas uma conversa onde foi pontuado o pedido de ajuda na reconstrução das escolas municipais. “Mesmo sem assinar acordo oficial, nós cumprimos com o que nos foi pedido. A Prefeitura denominou as escolas que iríamos trabalhar, listou os tipos de serviços a serem realizados em cada unidade e nós cedemos a mão de obra. Desconheço se alguma dessas escolas ficou sem ter serviço completo por falta de material”, afirmou o comandante, alegando que a Marinha ajudou na reparação de 15 escolas.

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