Desmoralização – Danilo Sá

O que falta mais para acontecer no Rio Grande do Norte em relação a insegurança pública? Algum marginal assaltar a…

O que falta mais para acontecer no Rio Grande do Norte em relação a insegurança pública? Algum marginal assaltar a governadora do Estado? Algum homicida assassinar uma criança no colégio após ela reagir a um assalto? Um bandido qualquer invadir um shopping e fazer um arrastão por lá? Pior, será que vai ser preciso acontecer algo absurdo como os exemplos citados anteriormente, para que os responsáveis pelo caos decidam parar suas eternas reuniões para efetivamente agir?

Ontem, mais uma vez, a ousadia e a ação dos criminosos atingiu um novo ápice. Em plena luz da manhã, em frente a um colégio cheio de crianças, um soldado da Polícia Militar, fardado e trabalhando pela defesa da sociedade, foi rendido por uma dupla com arma em punho. Por sorte e graças à “caridade” dos bandidos, não foi morto friamente, como já aconteceu com outros da sua categoria ao cruzar com marginais. Acabou perdendo o revólver, as munições, e a paz.

Desde então, as ruas do bairro de Mãe Luiza, um dos mais perigosos da cidade e onde ocorreu o fato, foram invadidas por viaturas da PM. Os suspeitos pelo crime já foram identificados e, certamente, devem ser presos nos próximos dias e apresentados a imprensa com pompa e circunstância. Como se a população, já cansada de estar entregue a bandidagem, ainda acreditasse que algo fosse mudar pelo simples fato de uma prisão ter acontecido. É preciso muito mais.

Ora, se todos sabem que Mãe Luiza está dominada pelo crime, por que não invadir o local, semelhante ao que fez a PM no Rio de Janeiro? Por que não sair do bairro com uma centena de novos presos, se qualquer policial sabe onde ficam os principais pontos de tráfico de drogas da região? Por que não reagir à altura aos tiros com que os PMs são costumeiramente recebidos por lá? O que mais falta para o general aposentado Eliéser Girão perceber que o RN está perdendo a guerra?

O assalto ao PM foi uma desmoralização total. É hora agora de começar do zero. Tudo o que foi feito até hoje, se é que alguma coisa foi realizada, não mostrou praticamente nenhum resultado, serviu para muito pouco. As promessas não foram concretizadas. É preciso começar tudo de novo, reaparelhar a Polícia, contratar mais homens, preparar um serviço de inteligência que funcione de verdade. É apenas o primeiro passo para uma reação, que um dia precisará acontecer.

PRIMEIRO DEBATE

A terça-feira foi marcada pelo primeiro debate entre os presidenciáveis e pelo resultado da pesquisa Ibope, que aponta vitória de Marina Silva no segundo turno contra Dilma Rousseff. Na TV, mesmo já sabendo do resultado das pesquisas, os candidatos não empolgaram. Foram muitas as chances de confronto entre os principais nomes da disputa e, de certa forma, nenhum foi tão mal ao ponto de ser prejudicado na disputa.

DILMA COMO SEMPRE

A presidente Dilma Rousseff, como o esperado, estava visivelmente nervosa e ficava irritada a cada pergunta provocativa que lhe era endereçada. Mas, com muitos números do seu governo na ponta da língua, soube se sair bem de quase todos os questionamentos, inclusive do mais perigoso deles, feito por Aécio Neves, sobre os escândalos da Petrobras.

AÉCIO QUASE VENCEDOR

Por falar no candidato tucano, era o único que conseguia emitir suas opiniões com início, meio e fim, dentro do tempo estipulado pela TV. Com uma rapidez de raciocínio impressionante, conseguia criticar os adversários, apresentar propostas e defender seus aliados. Foi o que chegou mais perto de sair vencedor do debate, se tivesse que ter um.

MARINA ARRASADORA

Mas, ninguém surpreendeu mais do que Marina Silva. Que a candidata do PSB sempre foi preparada para o debate não havia dúvidas, até pelo seu passado como senadora. Mas, o bom discurso feito na TV tem tudo para emplacar e empolgar os brasileiros. Primeiro, Marina diz ser a nova política. Depois, que foi a polarização entre PT e PSDB que colocou o país no caos atual. E, por fim, que vai governar com os bons, sejam de qual lado for.

GIRA MUNDO

Está na coluna Painel FC de hoje, na editoria de Esportes da Folha de São Paulo. “Uma das exigências de Ronaldinho Gaúcho que contribuíram para melar o negócio com o Palmeiras está relacionada à permanência do time na Série A. Assis, irmão e agente do atleta, pediu um prêmio de R$ 800 mil se a equipe conseguisse se livrar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro deste ano. A diretoria alviverde entendeu que a cobrança era abusiva e encerrou a negociação”. Triste fim do ex-melhor do mundo.

DISPUTA ABERTA

O fato é que o jogo presidencial nunca esteve tão aberto. Apesar de poucos acreditarem, nem mesmo a presidente Dilma Rousseff é presença tão certa assim no segundo turno. Aécio tem pouco mais de um mês para evitar um fiasco histórico para o PSDB. E Marina, se mantiver a onda positiva, chegará na etapa final da disputa quase imbatível.

ZÉ MANÉS

Continua grande a onda de boatos pelo whatsapp no Rio Grande do Norte. O mais recente agora é espalhar que uma série de raptos de crianças está ocorrendo, fato já desmentido pela Polícia Militar. O que leva o ser humano a ter tamanha criatividade? Aliás, o que leva uma pessoa a perder tempo para criar uma mentira tão macabra com o objetivo de se divertir com a repercussão? Sei não…

NATAL SEM PREFEITO I

O que se passa pela cabeça do prefeito Carlos Eduardo Alves? Calma, este colunista não repetirá o comentário feito neste espaço ontem, sobre o posicionamento do gestor contrário a obras de mobilidade na caótica Avenida Roberto Freire. Mas, sim, ao anúncio feito pelo município de que pretende repetir a obra realizada na Bernardo Vieira nas principais vias da cidade.

NATAL SEM PREFEITO II

Ora, o corredor de ônibus feito na Bernardo Vieira foi um dos piores projetos da história do trânsito natalense. É criticado até hoje. Não resolveu o problema dos ônibus e piorou bastante o congestionamento entre os carros, sem falar no comércio do local, que praticamente deixou de existir após a intervenção. Amanhã, este será o assunto principal da coluna.

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