Di María vai a 33 km/h e destoa de fracasso do Real na Copa do Mundo

Para Di María, disputar o Mundial no Brasil e ter sido um dos destaques da primeira fase tem um sabor especial

Di María na corrida para levar a Argentina às quartas de final. Foto: Divulgação
Di María na corrida para levar a Argentina às quartas de final. Foto: Divulgação

Competir até o último instante na temporada europeia foi arrasador para os corpos dos campeões europeus do Real Madrid, mas Angel Di María passa imune com a Argentina. Um dos melhores na final contra o Atlético de Madrid, ele é exceção de sua equipe e segue no ápice da forma física. Não só isso: Di María é referência de fôlego na Copa do Mundo.

Segundo a Fifa, o camisa 7 argentino é o terceiro em velocidade máxima atingida no Mundial. Com 33 km/h, Angel Di María praticamente empata com os laterais Álvaro Pereira (33,1), do Uruguai, e Serge Aurier (33,5), da Costa do Marfim. Além disso, é o segundo argentino que mais corre em campo, com 9,93 km por partida em média, atrás apenas de Marcos Rojo.

Incansável e fundamental para a Argentina, Di María destoa totalmente de seus colegas de Real Madrid. Jogadores como os portugueses Coentrão, Cristiano Ronaldo Pepe, o croata Luka Modric e os espanhóis Iker Casillas, Sergio Ramos, Xabi Alonso tiveram desempenhos aquém do esperado na Copa. A questão física foi determinante para o fiasco, não somente de Ronaldo, mas até dos vice-campeões do Atlético. Diego Costa é mais um caso evidente.

“Não sei sobre meus colegas, mas a mim não há problema”, afirmou Di María na última semana. “Dias antes da final (europeia, em Lisboa) disse a jornalistas argentinos que minha cabeça estava no Real. Quando a temporada acabasse, estaria apenas na seleção da Argentina”, disse ainda.

Para Di María, disputar o Mundial no Brasil e ter sido um dos destaques da primeira fase tem um sabor especial. “Não fiz um bom Mundial em 2010 e queria essa oportunidade, essa revanche. Sei que há companheiros (de Real) que podem não estar bem, mas quando se põe a camiseta de seu país tem que dar o máximo”, diz o homem dos 33 km/h.

Para o funcionamento do sistema argentino, é absolutamente essencial um jogador com a característica de Di María. Mascherano e Gago estão entre os principais passadores da Copa, mas jogam estáticos, sem grandes deslocamentos. Di María parte de posição similar à deles, mas é quem faz a transição pelo lado esquerdo para que a bola chegue rápida ao ataque, como no primeiro gol anotado por Lionel Messi diante da Nigéria em Porto Alegre.

Quem segue os passos de Di María e faz uma Copa notável sob todos os aspectos é Karim Benzema, centroavante do Real Madrid e em alguns momentos até ponteiro com a surpreendente seleção da França. Autor de quatro gols na primeira fase, também chega inteiro para as oitavas de final contra a Nigéria na segunda-feira.

Fonte: Terra

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