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Dia da Mulher é comemorado com ações na Cidade Alta

Data: 08 março 2013 - Hora: 18:35 - Por: Portal JH
Várias atividades foram realizadas, entre elas, medição de glicose e pressão arterial. Foto: Wellington Rocha

Várias atividades foram realizadas, entre elas, medição de glicose e pressão arterial. Foto: Wellington Rocha

O Dia da Mulher foi comemorado no calçadão da rua João Pessoa, no Centro de Natal, com uma ação que envolveu diversos órgãos públicos e entidades não governamentais. Na manhã desta sexta-feira (08), discursos, distribuição de panfletos, medições de pressão arterial e apresentações culturais alertaram para a condição de minoria discriminada que a maioria da população sofre – no Brasil, respondem por 50,7% da população e apenas 37,3% das chefias familiares.

Presentes ao evento, representantes do Ministério Público (MP/RN), Defensoria Pública, Coordenadoria Estadual de Políticas para as Mulheres (Cepam), Federação Estadual dos Conselhos Comunitários e Entidades Beneficentes do RN (Feceb/RN), Comissão de Mulheres da Ordem dos Advogados do Brasil, Conselho Municipal de Natal, Secretaria Estadual da Saúde Pública (Sesap), Coordenadoria da Defesa dos Direitos da Mulher e das Minorias (CODIMM), Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social (Semtas) e da Associação Cultural e Ecológica das Comunidades Tradicionais.

Procuradora de Justiça e coordenadora do Núcleo de Apoio à Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar (NAMVID), Érica Verícia Canuto acompanhou a movimentação com a preocupação de que sinais de uma masculinidade exagerada ainda são visíveis na sociedade. “O que precisa hoje é assumirmos a ideia de igualdade. Precisamos sair do discurso. Anda existe muita violência contra a mulher”. Ela comenta sobre mensagens embutidas em parte da cultura popular. “Muitas músicas reforçam a masculinidade diminuindo a condição da mulher. Sempre em um contexto de dominação”.

Por outro lado, Carmosita Nóbrega, coordenadora estadual de políticas para as mulheres (Cepam), projetos enviados ao Governo Federal ajudam na luta por espaço e respeito. Com a proposta de fazer a ponte entre a rede de atendimento e demais entidades, uma reestruturação está em andamento na seção voltada para a mulher na Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (Sejuc). “Estamos implantando comitês regionais de enfrentamento da violência contra mulheres. As primeiras cidades serão Caicó, Ceará Mirim, Mossoró, Pau dos Ferros e Parnamirim”.

Mãe de santo e sacerdotisa da linha do Oriente, a também cantora Lucinha Madana Mohana quer usar a valorização da cultura indígena e afro-brasileira nas escolas, como prevê a Lei 11.646/09, para solidificar a presença feminina na sociedade. Presidente da Associação das Comunidades Tradicionais, ela aponta a história oral e a memória social como fontes merecedoras de políticas públicas. “Trabalhamos a questão étnico-racial africano e indígena através da musica, que personifica uma verdadeira religião para esses povos. A mulher é o espelho da sociedade. Ela possui uma luz interna que precisa trilhar um caminho próprio”.

Uma peça teatral chamada Flores, do grupo As Absolutas (composto por seis sargentos mulheres da Polícia Militar) foi encenada como método informativo para quem transitava pelo Centro. Sob o olhar de Erlândia Passos, coordenadora chefe do CODIMM, o evento atingiu metas preestabelecidas. “Aqui deu tudo certo. Mas precisamos levar essa mensagem de igualdade e respeito para lugares longínquos. Apesar dos grandes avanços das últimas décadas, temos muito que melhorar”.

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