Dia das Mães deve reaquecer comércio na capital potiguar, comemora CDL

Lojistas avaliam um aumento de 4% nas vendas no comércio natalense

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Carolina Souza

acw.souza@gmail.com

Passados os primeiros meses embalados pela peculiar desaceleração do comércio registrado tipicamente no início de ano, aproxima-se o Dia das Mães, considerada a segunda melhor data para o varejo do país. Em Natal, de acordo com a pesquisa de intenção de compra realizada pela Câmara de Dirigente Lojistas (CDL Natal), em parceria com o Instituto Perfil, os consumidores deverão ir às compras nesse período com a intenção de gastar, em média, R$ 150 reais.

Considerado o pontapé inicial para a retomada do reaquecimento das vendas no comércio, o resultado da pesquisa é bem recebido pelos empresários. “Esse é um dado muito positivo para o comércio. Normalmente, quando se trata de mães, a intenção de quantidade e qualidade nos presentes é mais expressivo, diferente do que vemos na época do Natal”, explicou Amauri Alves da Fonseca Filho, presidente da CDL Natal, durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (29).

A pesquisa quantitativa foi realizada nos dias 12 e 13 de abril com a população das quatro regiões administrativas da capital potiguar. A iniciativa visa compreender a intenção de consumo da população, de modo que os lojistas possam se organizar para o período de vendas. Segundo o diretor geral do Instituto Perfil, Fernando Figueiredo, foram ouvidas 600 pessoas, distribuídas de acordo com o peso populacional de cada região.

“Todas as providências foram devidamente medidas para chegar à realidade pretendida do consumidor. Essa é uma pesquisa muito assemelhada ao que foi feito pela CDL em dezembro do ano passado quanto as vendas de fim de ano. Essa preocupação do órgão em gerar tais dados é muito importante para ter informações exatas, capazes de orientar os comerciantes de Natal”, afirmou.

A pesquisa da CDL Natal ainda registrou que os produtos mais procurados pela população será de vestuário, seguido de perfume, calçados, artigos para casa e eletrodomésticos/eletroeletrônicos. Quase 70% dos entrevistados afirmaram à pesquisa que só irão comprar os presentes no mês de maio, próximo ao Dia das Mães, que neste ano será comemorado no dia 11.

Boa parte dos consumidores pretendem fazer as compras nos shoppings da cidade, dado que representa 46,31% dos entrevistados. Já 36,5% das pessoas disseram que preferem comprar os presentes em lojas de rua e 13,05% em ambos os comércios.

Apesar do aumento do valor dos gastos para o período, a preferência pelo pagamento à vista, em cheque ou cartão de débito, manteve-se à frente das demais modalidades de pagamento com 55,17% da intenção dos consumidores. O cartão de crédito, que sugere compras à prazo, segue como a segunda opção com 40,5%.

“O comércio já vinha registrando crescimento nas vendas e o Dia das Mães consolida essa alta. Por isso, há muita expectativa do lojista em torno da data. Esse ano temos como diferencial a Copa do Mundo que pode ajudar a manter o comércio aquecido. Os lojistas esperam vender bem no Dia das Mães e manter o ritmo até o final do ano”, destacou o presidente da CDL Natal.

A expectativa dos empresários, em âmbito nacional, é de crescimento de 4% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo Amauri Alves da Fonseca, a crise financeira em todo o país e a possibilidade de endividamento acabam preocupando a família, fazendo com que esse número de vendas neste ano seja um pouco menor relacionado a 2013.

Segundo Afrânio Miranda, empresário e membro da diretoria da CDL, a expectativa de vendas no comércio de Natal era maior que 4%. “Creio que pela situação econômica do país, de uma maneira geral, o consumidor acaba se preocupando mais. Existe uma instabilidade econômica que faz com que as pessoas fiquem retraídas para o consumo. Isso é sentido em todos os setores”, avaliou.

Sobre o fato da maioria dos entrevistados apresentarem intenção de comprar os presentes em shoppings, Afrânio pontua que as pessoas estão sentindo mais necessidade de segurança. “Os shopping dão a segurança que o consumidor não encontra nos comércios de rua. Infelizmente a violência está afastando as pessoas de grandes centros comerciais de Natal”, afirmou.

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