A difícil situação das empresas do grupo Petrobrás, inclusive no RN

- Não bastassem os escândalos internacionais – tais como a compra superfaturada em quase 1,2 bilhão de dólares de uma…

- Não bastassem os escândalos internacionais – tais como a compra superfaturada em quase 1,2 bilhão de dólares de uma pequena refinaria nos Estados Unidos cujo valor de mercado dois anos antes era de apenas US$ 42 milhões, ou a denúncia de recebimento de propinas de US$ 139 milhões por funcionários da megaestatal encarregados de contratar serviços de uma empresa holandesa – a Petrobrás ainda enfrenta uma onda de fatos negativos no plano interno.

- Entre os muitos problemas difíceis de serem explicados pela maior empresa do país estão: 1) a multiplicação por dez dos custos da implantação da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco (aquela que deveria vir para o RN mas o presidente Lula resolveu construir perto de Recife em parceria com o governo da Venezuela, que acabou dando um calote); 2) o acúmulo de vultosos prejuízos com a importação de derivados de petróleo – apesar da prometida autossuficiência – para complementar o abastecimento e ser distribuído a preço menor do que o da compra a fim de não acelerar a inflação; e 3) a perda acelerada do valor patrimonial, que já foi calculado em US$ 380 bilhões pelo mercado acionário mundial, e hoje está reduzido a algo em torno de apenas US$ 180 bilhões, com desvalorização de mais de 50 por cento nos últimos 10 anos.

- Para que os norte-rio-grandenses tenham uma ideia mais precisa do desmantelo em que está mergulhada a Petrobrás, a coluna extraiu da edição de hoje do jornal “Tribuna do Norte”, página 12, onde está publicado o balanço da Termoaçu (uma pequena usina termelétrica localizada no município de Alto do Rodrigues-RN que tem a Petrobras como detentora de 100 por cento do seu controle acionário) os seguintes dados contábeis:

- A Termoaçu teve em 2013 uma receita líquida de “serviços”, “outras receitas operacionais” e “receitas financeiras” pouco acima de R$ 125 milhões, enquanto seus “custos dos serviços prestados”, “despesas operacionais” e “despesas financeiras” explodiram para R$ 184,1 milhões, gerando prejuízo superior a R$ 59 milhões.

- E o pior de tudo: o Rio Grande do Norte, onde no começo dos anos 2000 a Petrobrás produzia mais de 120 mil barris de petróleo por dia, hoje produz pouco menos da metade disso, embora, comprovadamente, o Estado possua reservas em terra e “off shore” para produzir algumas vezes mais, a custos extremamente baixos.

Potigás atrai para Natal assembleia da Abgás, a associação das distribuidoras de gás natural

- O diretor-presidente da Cia. Potiguar de Gás (Potigás), economista Isaltino Guedes, anuncia que será em Natal, dia 1º. de agosto, a 50ª. Assembleia da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás).

- O encontro servirá para que sejam discutidas algumas novidades no setor, tais como a utilização do gás natural veicular (GNV) por veículos com motores “dual fuel”, ou seja, adaptados para funcionar queimando óleo diesel ou gás, desenvolvidos no Brasil pela montadora Mercedes-Benz e que já estão sendo disponibilizados em alguns modelos da marca, como os ônibus O500 12m e o O500 Articulado.

- Estes motores são vistos como uma potencial solução para o problema da mobilidade urbana em grandes centros, pois reduzirá os custos das empresas de transporte de passageiros e contribuirá para diminuir os efeitos da poluição ambiental decorrente da alta emissão de carbono dos veículos exclusivamente a díesel.

Dezessete empresas se Interessam por projeto do Parque Tecnológico do RN

- O projeto de implantação do primeiro Parque Tecnológico do Rio Grande do Norte, formulado pelo ex-secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, Rogério Marinho (também autor do bem sucedido programa “Metrópole Digital”, em execução desde 2011 pela UFRN), está atraindo o interesse de dezessete empresas que disputam entre si a tarefa de formatar a execução do futuro empreendimento.

- Delas, seis já foram escolhidas a partir da proposta de melhor preço e por terem apresentado as condições ideais para cumprir a tarefa. A vencedora deverá ser anunciada até junho, obedecendo aos critérios técnicos de seleção.

- O Parque Tecnológico terá, entre outras prioridades, contribuir para o aperfeiçoamento das tecnologias empregadas na geração de energias renováveis (como a eólica e a solar), uma das principais vocações econômicas do semiárido potiguar.

- Segundo afirma Rogério Marinho, “o Parque Tecnológico, além de atuar na capacitação e qualificação da nossa mão de obra para uma das áreas do mercado de trabalho que mais cresce no mundo, atuará também com incentivos fiscais a empresas de bases tecnológicas, no fomento à inovação e na inclusão de incubadoras, utilizando-se de recursos assegurados pelo Banco Mundial”.

ZPE do Sertão inicia nova fase para reformular seu processo de implantação

- A reformulação do modelo inicialmente imaginado para a Zona de Processamento e Exportação (ZPE) do município de Assu já está decidida, após uma série de reuniões do prefeito Ivan Júnior com autoridades da Secretaria Estadual do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e com lideranças empresariais neste início de semana.

- Uma das medidas acertadas é a mudança da área onde a ZPE se localizará, que será reduzida para somente 125 hectares, abandonando-se a ideia de ocupar um espaço oito vezes maior, o que implicaria em custos mais elevados e ampliaria as dificuldades de obtenção de licenciamentos ambientais.

- Também ficou definido o uso do mesmo modelo recentemente adotado pela Prefeitura de Macaíba, que preferiu repassar, em regime de concessão, a tarefa de implantar e explorar sua ZPE a um grupo empresarial, mediante realização de concorrência pública.

- Uma nova reunião entre o secretário Sílvio Torquato e a equipe técnica da Sedec com o prefeito de Assu, desta feita com a presença de dirigentes da Federação das Indústrias (Fiern), ficou acertada para esta sexta-feira, no final da manha, com o objetivo de iniciar o cronograma das alterações no modelo da já chamada “ZPE do Sertão”.

Apesar do veranico em curso meteorologista do NE seguem confiando num bom inverno

- Na opinião dos representantes dos principais institutos de meteorologia que acompanham o clima do Nordeste brasileiro, ainda não é hora de ninguém se desesperar.

- Eles preveem que, apesar do veranico que já se estende por mais de 10 dias em boa parte da região (especialmente nos Estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba), as chuvas deverão se prolongar pelos meses de abril, maio e junho, entre normais e acima do normal.

- Essa previsão foi anunciada no último dia 21, em Recife, por ocasião do encerramento da quarta reunião para análise climática do Nordeste, à qual também compareceram técnicos da Gerência de Meteorologia da Emparn (Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte).

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