Dilma ataca oposição e diz que campanha é feita de mentiras e desinformação

Segundo a presidente, “há muitos na oposição que querem voltar ao passado”

 Dilma e Lula participam de encontro estadual do PT em Porto Alegre. Foto: Divulgação
Dilma e Lula participam de encontro estadual do PT em Porto Alegre. Foto: Divulgação

A presidente Dilma Rousseff aproveitou um encontro estadual do PT no Rio Grande do Sul na noite desta sexta-feira e partiu para a ofensiva contra a oposição. Acompanhada pelo ex-presidente Lula, Dilma disse que vai combater as “mentiras e a má informação” que estão sendo espalhadas pelos adversários e prometeu manter as conquistas sociais dos mandatos petistas. Segundo a presidente, “há muitos na oposição que querem voltar ao passado”.

“Repudiamos o passado atrasado implantado no Brasil pelos nossos adversários. A agenda deles não é a nossa, a agenda deles é a do retrocesso, é a volta de um país para poucos. Não fui eleita nem para desempregar nem para arrochar salários. Não fui eleita para alienar nenhuma empresa pública deste país, muito menos a Petrobras. Nem para varrer a corrupção para debaixo do tapete como faziam no passado”, acusou Dilma.

A presidente também disse, em seu discurso aos militantes, que esta será a eleição em que a verdade irá vencer a mentira.

“Se na eleição do Lula (em 2002) a esperança venceu o medo, nesta a verdade é que vai vencer a quantidade de mentira e desinformação semeada pelo país. É importante que (a verdade) vença e que o futuro também vença quem quer voltar ao passado”, disse.

Dilma enumerou o que classificou como uma “campanha sistemática” contra a Copa do Mundo. Segundo ela, a campanha “é muito mais contra nós”. De acordo com a presidente, a oposição usou de “deliberada má informação” para transmitir a ideia de que os gastos com estádios foram viabilizados retirando recursos da área social.

“Disseram que haveria racionamento de energia na Copa. Não há a menor possibilidade. O Lula é testemunha de que viemos enfrentando isso desde 2006, mas a situação hoje é milhares de vezes melhor. Graças aos mecanismos de geração e de distribuição, superamos a politica desorganizada e imprevisível que vigia no sistema elétrico”, afirmou.

Também citou a inauguração do terminal 3 do aeroporto de Guarulhos, no dia 20 de maio. Segundo a presidente, foram inaugurados 145 mil metros quadrados de área, mas “a coisa que o pessoal viu foi um único pingo, imediatamente contido”.

A presidente também disse que irá priorizar a reforma política e defendeu um modelo de participação por meio dos conselhos populares, aprovados por decreto presidencial em maio. Ela afirmou que os conselhos não querem substituir o Congresso “de jeito nenhum”.

“Agora é a hora de avançarmos com reformas profundas, entre elas a política. Na campanha temos que discutir isso. Se fomos capazes de fazer a maior maior transformação social e econômica do país, nossa missão agora é construir uma mudança política e uma transformação que altere toda a estrutura. Mas só será possível se tiver a força perusasória da participação popular”, discursou.

Lula conclama militância a não se incomodar

Lula, por sua vez, reclamou do tratamento dado pela mídia à presidente Dilma e classificou a estratégia como um “processo de desinformação premeditado”.

“Acho que por conta do tratamento que a imprensa tem dado ao governo, o povo não sabe 30% do que a Dilma está fazendo. Há um processo de desinformação premeditado neste país para as pessoas só saberem o que acontece de errado. Alguns veículos internacionais expressam um desejo mortal de tentar diminuir o papel do Brasil e da Dilma com um perfil que não é da presidente e não é do governo”, acusou.

O ex-presidente conclamou a militância do PT a “continuar brigando” e a não “se acomodar”.

“Temos instrumentos e argumentos para reeleger Dilma, coisa que eles não têm. A única palavra nova deles é choque de gestão. E toda vez que um tucano abre a boca para dizer isso já sei que um trabalhador vai entrar pelo cano porque vem perda de salário ou de emprego”, disse Lula.

Ainda segundo o ex-presidente, “é importante uma aguinha gelada nas costas” da militância para que a campanha eleitoral ganhe força:

“É importante que todos saibam o que foi feito neste país, pois eles (a oposição) sabem e continuam dizendo que não foi feito nada. Precisamos levantar a cabeça, tem muita gente de cabeça baixa, e fazer uma cartilha para essa juventude que está na rua pedindo mais educação e saúde”.

O 21° Encontro Estadual do PT, que ocorreu ontem, aprovou o lançamento da chapa majoritária da legenda que concorrerá às eleições de 2014 no Rio Grande do Sul, encabeçada pelo governador Tarso Genro.

Hoje a presidente cumpre agenda oficial no Rio Grande do Sul. A partir das 8h30, Dilma acompanha a abertura do viaduto José Pinheiro Borda, no entorno do Beira-Rio. Depois, participará da inauguração da fábrica de semicondutores HT Micron, no Parque Tecnológico São Leopoldo (Tecnosinos).

Em Florianópolis, Dilma participou ontem da formatura de alunos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e anunciou recursos nas áreas de mobilidade e saúde.

Fonte: O Globo

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