Dilma critica programa de governo de Marina: “Não fui eleita para desempregar”

Dilma insinuou que a socialista estaria levando seu programa de governo numa direção que poria em risco a geração de empregos

Dilma: "Propostas de Marina sobre criação de emprego e indústria me deram preocupação". Foto: Divulgação
Dilma: “Propostas de Marina sobre criação de emprego e indústria me deram preocupação”. Foto: Divulgação

A presidente Dilma Rousseff reuniu a imprensa no final da tarde deste domingo para um rápido pronunciamento em que criticou o programa de governo da adversária dela, Marina Silva (PSB). O crescimento notável de Marina nas pesquisas de intenção de voto desde que assumiu o lugar de Eduardo Campos tem alterado a estratégia de adversários dela, tanto Dilma, quanto o tucano Aécio Neves, que passaram a criticar a socialista.

“Li nesse fim de semana o programa da candidata (Marina Silva) e vi propostas que me deram muita preocupação no que se refere tanto à criação de empregos quanto a questão da indústria nacional”, disse a presidente. “Estou me referindo basicamente à questão sobre conteúdo local. A política de conteúdo local ela tem uma base, produzir no Brasil o que pode ser produzido no Brasil mantendo preço, prazo e qualidade”, afirmou ela.

Briga antiga: 
Em sua ofensiva contra Marina, Dilma insinuou que a socialista estaria levando seu programa de governo numa direção que poria em risco a geração de empregos. “Fico muito preocupada e queria dizer que eu não fui eleita para desempregar ou para reduzir a importância da indústria, principalmente aquela que pode ser uma indústria que tenha grande absorção de tecnologia e inovação. Eu não serei eleita também para isso. Minha proposta sempre será criar empregos e assegurar que esses empregos sejam cada vez mais qualificados”, declarou a presidente.

Internet:
Dilma usou dois exemplos para ilustrar seu ponto de vista de que as políticas industriais de seu governo foram bem sucedidas: as indústrias naval e automobilística. “No caso da indústria naval, que foi no Brasil nos anos 1980 a segunda maior indústria do mundo, nos anos 1990 ela estava reduzida a pó e agora está entre a quarta e quinta indústria naval do mundo. Com isso, criamos empregos de qualidade, com salários também de qualidade e passamos de uma situação entre 2.500 empregos no início dos anos 2000 para uma outra situação agora, em julho, 80 mil empregos e no ano que vem, 100 mil empregos”, analisou Dilma com um olhar também perspectivo.

“De outro lado, no caso da indústria automobilística, também aplicamos uma política muito importante. Não queremos que os carros sejam apenas montados aqui. Eles podem ser produzidos no Brasil, mas sobretudo, sofrer no Brasil as inovações que são fundamentais na indústria automobilística. Criar aqui laboratórios de pesquisa”, disse a presidente. O pronunciamento não passou dos cinco minutos e Dilma pediu licença alegando que ficaria com o neto, que estava de viagem marcada para deixar a capital federal.

Fonte: IG

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